Dilma é notícia na imprensa israelense

Presidente do Brasil Dilma Rousseff compara as tentativas de impugná-la sobre os escândalos de corrupção a perseguição nazista aos judeus.

Quinta-feira, durante um discurso para simpatizantes de esquerda em Brasília, Dilma Rousseff fez a analogia, irritando alguns críticos judeus.

“Recentemente, uma pessoa me disse que é muito semelhante ao nazismo,” ela disse sobre as campanhas para impugná-la. “Primeiro, você coloca uma estrela no peito de alguém e diz ‘ele é um judeu’. Então você vai colocá-lo em um campo de concentração. Tal intolerância não pode acontecer no nosso governo.”

O cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osias Wurman, protestou contra a comparação, que chamou de “miserável”, dizendo que “nenhum segmento da sociedade brasileira merece esse tipo de comparação nazista.”

Mauro Wainstock, editor do jornal Alef do Rio de Janeiro, escreveu sexta-feira, “Comparar comícios democráticos pacíficos à máquina genocida nazista é um insulto infeliz e ridiculamente absurdo para todas as vítimas e suas famílias.” ( Jerusalém Post)

A Conib, como representante da comunidade judaica brasileira, é apartidária e plural, como a comunidade que representa. Nesse contexto de atuação, consideramos absolutamente inadequada a comparação da situação política brasileira com a perseguição sofrida pelos judeus sob o nazismo. São lamentáveis os episódios de intolerância política que temos presenciado, em especial nas redes sociais, mas repudiamos a utilização dessa retórica que, além de historicamente inexata, banaliza um evento terrível, que deveria estar acima de divergências político-partidárias. (Conib)

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