75 Anos! We Remember

No dia de hoje, 27 de janeiro, há 75 anos, divisões do Exército Vermelho, da União Soviética, membro dos aliados que incluíam, principalmente, os Estados Unidos, a Inglaterra, o Canadá, a Austrália, a França e uma força expedicionária brasileira, entraram e libertaram alguns dos últimos presos do temível Campo de Extermínio de Aushwitz-Birkenau.

Estavam se descortinando os horrores praticados pelos nazistas e seus colaboracionistas e as dimensões estavam sendo registradas e divulgadas. A Segunda Guerra Mundial do século XX provocou a morte de 50 milhões de pessoas, dentre elas 6 milhões de judeus, apenas por serem judeus, além de outros grupos, como: ciganos, Testemunhas de Jeová, alguns inimigos políticos, padres, negros, doentes mentais e outros, num processo sistemático, industrializado e repleto de insanidade humana numa escala nunca vista! Era a SHOÁ – O HOLOCAUSTO.

Nascia, para evitar novas guerras, a Organização das Nações Unidas – ONU, a Declaração dos Direitos Humanos, a Partilha da região da Palestina, a criação do Estado de Israel. No entanto, apesar da farta documentação, amplo registro histórico, filmes, entrevistas, palestras e ações educativas, ainda estamos convivendo com o recrudescimento e renascimento de ações discriminatórias notadamente aos judeus, com novos nomes, novos discursos e novas estratégias.

Foi o renascimento desta tendência, manifestada por vários atos e mensagens, em diversos lugares do mundo, que levou os mais relevantes líderes interacionais atuais a se reunirem em Jerusalém por ocasião do 5º Fórum Mundial do Holocausto, na residência do presidente de Israel, Reuven Rivlin, para, em voz uníssona, reiterarem o seu compromisso, como de seu governo e população, em assegurar o NUNCA MAIS.

“Devemos evitar que os discursos e ações de ódio, assim como de propostas nacionalistas discriminatórias, encontrem aceitação e proliferem”, reforçaram os mais diversos líderes, a citar: presidente da Rússia, Valdimir Putin; presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; príncipe Charles, do Reino Unido da Grã Bretanha; presidente da França, Emmanuel Macron; entre outros.

Atos, no mundo inteiro, lembrando as vítimas do Holocausto, conforme recomendação da Assembléia Geral da ONU, realizaram-se, inclusive em São Paulo, Brasil, na Congregação Israelita Paulista – CIP, com os auspícios da Confederação Israelita do Brasil – CONIB, a Federação Israelita de São Paulo – FISESP e apoio da B’nai B’rith e várias outras entidades (vide postagem anterior a respeito).

Temos de nos manter atentos e atuantes; temos de agir educando e orientando, democrática e livremente, todas as nossas gerações para que saibam identificar e agir prontamente, como o fizeram no recente caso brasileiro envolvendo o ex-secretário da Cultura, Roberto Alvim.

Contamos com o apoio das pessoas esclarecidas, tanto de nosso país como internacionalmente. A melhor garantia da manutenção da Democracia e Liberdade é a ETERNA e SAUDÁVEL vigilância e ação.

A todos, SHALOM,

Abraham Goldstein
Presidente da B’nai B’rith do Brasil

 

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