Quem são os sírios que se recuperam em Israel de seus ferimentos

Farah, um miliciano da oposição síria de 22 anos, fala com emoção para um grupo de jornalistas sobre o atendimento de saúde que recebe no Centro Médico Ziv de Safed, uma cidade da região da Galileia situada no norte de Israel.

O jovem cresceu em Quneitra, uma província do sul da Síria situada nas Colinas de Golã, que estão divididas entre a parte sob controle sírio e a região ocupada por Israel desde a guerra de 1967 e anexada posteriormente.

Israel e Síria são inimigos formais, mas o Estado judeu mantém uma política de não intervenção no conflito sírio, embora tenha agido para impedir o repasse de armas do país vizinho para o grupo xiita Hezbollah e outros grupos armados pró-Irã, que lutam ao lado do regime sírio de Bashar al Assad.

Em sua política com o país vizinho, as autoridades israelenses não acolhem a população síria, nem oferecem a possibilidade de asilo, mas, desde 2013, desenvolvem um programa de assistência médica para feridos no conflito sírio.

“Desde então, recebemos mais de mil pessoas”, diz Yarden Izak, coordenador do Ziv, um dos hospitais da região da Galileia com pacientes sírios.

Segundo Izak, o centro de saúde atende às pessoas “sem perguntar sua identidade, sua origem ou seu passado”.

“Damos tratamento médico por critérios humanitários a qualquer pessoa que busque ajuda”, disse Izak.

Entre os pacientes do centro, somente 10% são mulheres e 17% crianças, enquanto o restante são homens adultos em idade apta para o combate.

“Recebemos muitas pessoas com feridas de bombardeios”, assinalou David Fuchs, chefe de enfermaria da seção traumatológica do hospital.

Os sírios que apresentam ferimentos ou doenças mais graves são levados para o hospital pelo exército israelense, que decide na linha divisória de Golã quem entra no país para ser tratado em centros de saúde. “Uma vez recuperados, são encaminhados de volta à Síria”, explica Fuchs.
EFE

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