O que tem em comum os Colégios Andrews, Sistema de Ensino GPI e QI?

Recentemente  professores de 3 conhecidos e conceituados colégios introduziram em provas e exercícios questões visando demonizar os judeus e o Estado de Israel, país amigo do Brasil com o qual os judeus têm as mesmas ligações histórico-sentimentais-religiosas que, por exemplo, compatriotas  muçulmanos tem com países árabes, negros com países africanos, católicos com o Vaticano.

Vamos deixar bem claro: comparações com o nazismo são apenas odiosa propaganda antissemita. Nada mais. Neste particular os professores e seus mentores  é que incorporam a ideologia nazista, ao praticarem a malévola e astuta técnica Goebelliana, o marqueteiro ariano do ódio: a mentira repetida mil vezes acaba virando uma autentica verdade.

Os crimes da Alemanha de Hitler contra a Humanidade durante o 3º. Reich “milenar” foram e são únicos, não encontram paralelo, podendo eventualmente apenas aproximar-se em brutalidade e horror aos da Rússia de Stalin, Turquia contra os Armênios, Ruanda, Camboja, Sudão, e agora a Síria e o Estado Islâmico.

As mentes malignas de nazistas diplomados pelas melhores universidades alemães engendraram o extermínio sistemático do povo judeu com suporte logístico e tecnológico nunca visto, e que  esperamos jamais se repita contra quem quer que seja.

Foi um crime único, tanto é que uma nova palavra precisou ser criada na lingua hebraica para designá-lo: Shoáh – Holocausto.

Pelo contrario, o sionismo sempre foi um movimento de libertação dos judeus oprimidos pelo mesmo antissemitismo que hoje querem suavizar como se fosse “anti-sionismo”.

O movimento sionista, criado pelo jornalista Teodoro Herzl ao ver seu povo sofrer na Europa ao final  do século XIX, é tão nobre quanto as lutas pela independência de quaisquer países, apoiada que foi em  1948 pelo mundo livre e democrático, onde o nosso Brasil desempenhou importante papel, que aliás cumpre  até hoje.

O sionismo insere-se como ideologia tão sublime quanto qualquer outra que pregar libertação, conciliação e tolerância, não se identificando com as horríveis caricaturas com que os antissemitas tentam deslegitima-lo. Ou os tais professores acham que judeus não devam ter os mesmos direitos de defesa da sua existência livre e soberana?  Direito de se defender em sua própria terra?

Sabemos é que mesmo durante o combate, há uma convivência entre palestinos e Israel que os professores doutrinados  por ideologias espúrias preferem não enxergar.

Por acaso havia agua e eletricidade para os judeus, estes sim, sitiados no Gueto de Varsóvia?

Doentes judeus eram levados para atendimento nos melhores hospitais de Berlim?

Havia passagens do lado polonês para comboios com centenas de caminhões diários com todo tipo de suprimento?

Os civis judeus recebiam avisos prévios de quando e onde deveriam desocupar objetivos militares?

Os judeus podiam sair do gueto para trabalhar?

Talvez fosse o caso dos professores daqueles 3 colégios refazerem suas caricaturas… introduzindo tudo isso que acontece hoje em dia normalmente nas fronteiras palestinas, algo jamais visto a qualquer tempo na vasta História Universal entre dois lados em confronto.

Mas eles preferem desconhecer, e colocar mais lenha na fogueira com sua propaganda enganosa, desmerecendo a nobre missão de educadores.

Nossos antepassados bíblicos deram ao mundo os 10 Mandamentos, e não uma ideologia que manda empregar a espada contra pretensos infiéis. Não existem gulags nem paredón na Terra Santa, muito menos campos de extermínio.

Lamentamos que professores mal intencionados levantem a bandeira da intolerância nesta terra, que acolheu a todos que nela aportaram sem discriminação, seja o filho do árabe, do cristão ou do judeu.

Precisamos isto sim  de professores equilibrados e que tenham condições de bem formar a nossa juventude segundo valores tradicionais judaico-cristãos prevalentes em nossa cultura, que prezam a igualdade e o respeito mútuo entre  todas as camadas que compõe nossa sociedade plural, sem levantar preconceitos discriminatórios para antagonizar  segmentos ordeiros, pacíficos e que como todos os demais, tanto contribuem para o desenvolvimento nacional.

O Brasil não merece ter professores assim para a nossa juventude.

Que sobre os radicais se faça sentir o peso da lei, para que este país continue puro e tranquilo, como poucos hoje neste mundo tão conturbado.

 

Israel Blajberg

Professor da UFF

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