Alemanha protesta contra antissemitismo

É um sinal: seis mil pessoas reuniram-se em Berlim para uma manifestação contra o antissemitismo convocada pelo governo. Seis mil. Apenas. Em 1992, mais de um milhão de alemães foram às ruas de cidades e vilarejos para protestar contra o racismo no país. Na época, o ódio propagado pelos extremistas de direita foi combatido de forma veemente. Há inegavelmente um abismo separando as percepções sobre os judeus e as opiniões sobre a política de Israel. Mas, por trás dessa crítica, afloram antigos sentimentos antissemitas – nas ruas, expressados por imigrantes muçulmanos; na internet, por alemães comuns. Pesquisas mostram que cerca de 20% das pessoas na Alemanha têm tendências antissemitas ou seguem estereótipos antissemitas. O que se pôde ler de vulgaridades, de ódio, de raiva, de incitação anti-judaica não é apenas embaraçoso e desconcertante: é perturbador. E por isso a manifestação ao lado do Portão de Brandemburgo é a mensagem correta: a Alemanha é responsável pelo Holocausto, pela Shoá, pelo assassinato de seis milhões de judeus europeus. Na Alemanha, o antissemitismo deve ser combatido com mais empenho, de forma mais incisiva e decisiva do que em qualquer outro lugar. Uma normalidade forçada não pode nem mesmo existir (Alexander Kudascheff – é editor-chefe da DW -, Deutsche Welle/Conib).

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