Rosh Hashaná e Yom Kipur

Erev 20-21/22 de setembro – Ano Novo – 01/02/3 de Tishrei 5778
Kol Nidre-Yom Kipur 29/30 de Setembro – 09/10-Tishrei 5778

Sim estamos diante de Rosh Hashaná, o nosso Ano Novo dos “Yamin Noraim”, a época da nossa inscrição para o futuro e Yom Kipur – os dias após a confirmação a ser selada. Também chamados de os dias temíveis.

São dias de profunda intersecção e rezas, tanto individuais quanto coletivas nas comunidades judaicas do mundo inteiro.

Mencionando o excelente artigo do Rabino Michel Schlesinger na publicação Tribuna Judaica desta semana a citar a descrição do Rabino Abraham Itchak Hacohen Kook – primeiro chefe ashkenasi de Israel que diz “É a época do antigo e o que deve se renovar e o novo a se santificar”- e recorda a inovação é um valor judaico.

Este é realmente o verdadeiro sentido destas festas que comemoramos.

O que é importante saber: Rosh Hashaná significa que o mundo está sendo criado de novo, se renova, porque a criação é um processo constante.

A criação se mostra em seu esplendor a cada dia ao nascer do sol. E, esta data é a da recordação do primeiro dia.

Em Yom Kipur, o “Sábado dos sábados”, comemoramos o dia mais sagrado do ano judaico. O mais importante é mudar para o futuro, Definir novas metas e objetivos, e quando nestes dias rezamos “Avinu Malkeinu” “Nosso Pai, Nosso Rei”, consagramos todos estes desejos.

Entre os dias de Rosh Hashaná e Yom Kipur confluem o simbolismo da Tefilá – a reza, da Teshuvá – o sagrado e da Tzedaká – a beneficência aos menos afortunados. São dias de profunda reflexão.

Desejo mencionar um interessante artigo do Grão Rabino Jonathan Sacks:
Em Why the Civilisations Fail – Porque as Civilizações Falham, destaca três motivos e prováveis soluções
“O poder de nossas forças e de minhas mãos que produzem a riqueza do nosso ser.”
1: “Não esquecer jamais de onde veio (a origem).”
.Ai estão a liberdade e a implementação da justiça. A dignidade.

2: “Nunca se distanciar de seus princípios e ideais”.
Sociedades crescem e ficam antigas. Decaem sem a fé e sua transcendência.
3: “A sociedade é tão forte quanto a origem de sua fé”.

Somente a fé em D’us pode honrar as nossas necessidades acima de nós mesmos.

Pode regulamentar a arrogância, pode ressaltar a humildade, acreditar em nós mesmos, encaminhar-nos para ter sucesso na vida.

Assim, a fé é uma arma poderosa para nos guiar no caminho certo, quanto ao que falamos e quanto ao que fazemos.

Diante de tudo isto, amigos, terão forças para enfrentar o dia de amanhã? Espero que sim!

É o que desejamos para estes dias sagrados e no prazer de viver. Respeito pelo próximo e a humildade para aceitar os desafios neste mundo conturbado e pelo dias que virão.
Em Shalom,

Chatimá Tová – que sejamos inscritos para mais um ano de vida
Ernesto Strauss – Diretor Cultural – B’nai B’rith do Brasil

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