O discurso de Trump e as diferentes reações

Após a calorosa recepção do presidente americano Donald Trump ao primeiro-ministro de Israel Benjamim Netanyahu e de seu discurso, as análises e reações tem sido diversas.

Netanyahu por seu lado agradeceu a hospitalidade e declarou: “Nossa aliança tem sido notavelmente forte, mas, sob sua liderança, estou confiante de que ficará ainda mais forte”.

Trump, ao falar que o processo de paz precisa ser retomado, fez uma afirmação que representa uma mudança na diplomacia americana desde 2002, de ser “possível viver tanto com dois Estados como com apenas um”.

Para o Secretário-Geral da ONU António Guterres: “Não há solução alternativa para palestinos e israelenses além da solução para o estabelecimento de dois Estados e nós devemos fazer todo o possível para mantermos isso”.

Em artigo no New York Times, reproduzido em O Estado de São Paulo, Thomas Friedman afirma que Israel nunca esteve tão perto de inviabilizar a solução de dois Estados. “Se Israel ampliar suas leis para territórios que não estão sob sua soberania, aparecerá como um país com apartheid, o que não é”.

É o que já declararam a respeito de Israel tanto o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud, quanto a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Ahmad Majdalani.

Muito mais foi dito nos dois discursos, como por exemplo, incluir os países árabes nas negociações de paz entre israelenses e palestinos.

“Senhor Presidente, ao diminuir a força do Islã militante, poderemos aproveitar uma oportunidade histórica, porque, pela primeira vez na minha vida e pela primeira vez na vida do meu país, os países árabes da região não veem Israel como um inimigo, mas cada vez mais – como um aliado”, disse o primeiro-ministro de Israel.

E concluiu: “Acredito que, sob sua liderança, essa mudança em nossa região criará uma oportunidade sem precedentes para fortalecer a segurança e promover a paz. Vamos aproveitar este momento juntos; vamos reforçar a segurança; procuremos novos caminhos de paz e vamos elevar a aliança notável entre Israel e os Estados Unidos a alturas ainda maiores.”

Há que se refletir acerca de tudo o que foi dito e ver como se colocarão na prática as intenções delineadas no primeiro encontro entre os dois líderes.

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