“Declarar Muro das Lamentações local muçulmano faria troça dos princípios da UNESCO”, diz CJM

O presidente do Congresso Mundial Judaico (WJC), Ronald Lauder, advertiu nesta segunda-feira (19) a UNESCO-Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para que não exacerbe as tensões em Israel e rejeite uma resolução patrocinada pelos palestinos que declara o Muro das Lamentações como parte da mesquita de Al-Aqsa.

A proposta será apresentada nos próximos dias à UNESCO por Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Marrocos e Tunísia, em nome dos palestinos.

Lauder disse que a proposta palestina “é um tapa na cara da Constituição da UNESCO, que afirma muito claramente que o objetivo da organização contribuir para a paz e segurança, promovendo colaboração e convivência. Seria fazer troça de seu princípio fundador, se o Conselho Executivo da UNESCO adotar tal resolução. A entidade não deve ser transformada em um campo de batalha para os conflitos entre religiões “.

A mesquita de Al-Aqsa foi construída no século 8 da Era Comum, mais de 600 anos após a destruição do Templo judaico.

O presidente do WJC acrescentou: “Por milhares de anos, os judeus viveram e oraram em Jerusalém. Desde 1967, o Estado de Israel tem salvaguardado o direito de culto de todas as três religiões monoteístas presentes em Jerusalém, incluindo o direito dos muçulmanos a rezar no Monte”.

“Declarar o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do judaísmo, um sítio muçulmano seria uma farsa. Em vez de promover a paz, só iria encorajar os extremistas a intensificar sua campanha contra os judeus, tanto em Israel como no resto do mundo”.

Além disso, o projeto de resolução visa confirmar decisão anterior da UNESCO de que a Caverna dos Patriarcas e o Túmulo de Raquel, dois locais da Cisjordânia sagrados tanto para judeus e muçulmanos, são parte de um Estado palestino.

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