Secretário-geral da ONU adere à campanha WeRemember

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterrez, e a embaixadora dos EUA, na ONU, Nikki Haley, aderiram à campanha WeRemember – o maior evento mundial em memória das vítimas do Holocausto -, lançada pelo Congresso Judaico Mundial e pela Conib e que já reúne um número recorde de 1,2 milhão de participantes em todo o mundo. A campanha tem como objetivo combater o antissemitismo e todas as formas de ódio, genocídio e xenofobia. Guterres publicou a sua foto segurando o cartaz ‘We Remember’ em sua conta oficial no Twitter. “Respondemos a todas as formas de ódio e discriminação. Trabalhemos juntos para construir um mundo de pluralismo, respeito mútuo e coexistência para todos. #Nós lembramos”, escreveu ele na mensagem. O presidente do Congresso Judaico Mundial, Ronald S. Lauder, afirmou: “Atualmente, em todo o mundo, o antissemitismo, a negação do Holocausto e o ódio continuam a dominar mentes”. “Devemos lembrar (das vítimas do Holocausto) porque há cada vez menos sobreviventes entre nós e, dentro de algumas décadas, não haverá mais nenhum”. “Devemos lembrar para que ‘nunca mais’ aconteça”. “Daqui por diante caberá às jovens gerações passar a mensagem sobre os horrores causados pelo ódio para que nunca mais volte a acontecer (um Holocausto)”.

A campanha, lançada em 8 de janeiro, alcançou milhares de pessoas em todo o mundo que divulgaram sua foto nas mídias sociais com o cartaz #WeRemember. Além de Guterres e de Nikki Haley, também aderiram à campanha outros líderes e chefes de Estado, diplomatas e personalidades mundiais, como o chanceler russo, Sergei Lavrov, a primeira-dama dos EUA, Melania Trump, congressistas americanos e de outros países, além de empresários, como os CEOs da Volkswagon, da Siemens e da BMW, três empresas alemãs que colaboraram com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, também publicaram suas fotos e compartilharam a mensagem contra o antissemitismo. As fotos dos participantes serão transmitidas ao vivo até 27 de janeiro em telão instalado em Auschwitz-Birkenau.

Veja também

Ciganos usam centro contra preconceito

“Quando eu era uma criança vendendo cartões-postais a turistas, não pensava que escreveria um livro. …