Sarfati mostra como o Brasil pode aprender com Israel sobre empreendedorismo

O professor da Fundação Getúlio Vargas, Gilberto Sarfati deu uma verdadeira aula sobre Empreendedorismo em Israel e no Brasil, dia 23 de maio na B’nai B’rith São Paulo, onde foi recebido pela presidente da instituição Zeila Sliozbergas. Entre os presentes, o casal Irene e Abraham Goldstein, presidente nacional da B’nai B’rith.

Ele mostrou como se formou o ecossistema empreendedor em Israel, transformando o país essencialmente agrícola na década de 80 para uma das economias mais vibrantes do mundo no século 21.

O papel do governo é fundamental para propiciar um ambiente empreendedor, destacou, lembrando que no Brasil o prazo para se abrir uma empresa é um dos maiores da América Latina. “Estamos atrás do Irã”.

A mentalidade brasileira também precisa mudar, pois é natural que muitas empresas não deem certo e o fracasso não deve impedir novos negócios. Em Israel quem já fracassou é bem visto, pois deve ter aprendido com a experiência, o que já não acontece por aqui.

Existem vários tipos de empreendedor: por necessidade, por oportunidade, de estilo, relatando que para mudar uma região ou um país é preciso empreendedores que desejem ter grandes empresas. A start up de sucesso é a que cresce 20% por ano, nos três primeiros anos. E brincou: “a mãe judia em Israel não fala mais para o filho ser médico ou advogado e sim: meu filho, porque você não faz como Shmuel que abriu uma empresa está indo muito bem?”.

Um fator importante para o sucesso de Israel é o investimento das empresas em Pesquisa e Desenvolvimento. As maiores empresas do mundo possuem centros de pesquisa em Israel. Outro fator é o Exército. A maturidade do jovem israelense após três anos de exército, quando então viaja pelo mundo como mochileiro e ai vai para a universidade. Sua capacidade de tomar decisões é diferente de qualquer outro jovem, constatou.

A mudança de mentalidade não é fácil, relatou Sarfati, contanto como esse processo ocorreu na própria FGV e que em 2010 o incumbiu de preparar uma missão de brasileiros para estudar o tema em Israel. Tendo efetuado seu mestrado na Universidade Hebraica de Jerusalém, Sarfati não teve problemas em montar um programa específico, que se tornou parte do currículo da universidade israelense.

O público muito interessado, fez inúmeras perguntas.

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