Nova Vida

Artigo de Herman Glanz, 10-05-2015.

Em primeiro lugar, cumprimentar todas as mães, porque elas sabem como é preciso cuidar dos filhos. Um bom Dia das Mães, apesar de se ter transformado em apelo comercial, onde presentes são os primeiros cumprimentos e não o carinho merecido.

Um assunto chama a atenção no momento: a esmagadora vitória do Partido Conservador, liderado por David Cameron, nas últimas eleições inglesas. Ao lado do Partido Trabalhista, o grande perdedor, perderam muito os institutos de pesquisa, que indicavam grande de equilíbrio de votação, com dificuldade para indicar o vencedor, inclusive nas pesquisas de boca de urna. Devemos lembrar que as pesquisas de intenção de votos, quando da eleição em Israel, em março passado, davam vitória para o grupo União Sionista, liderado pelo Partido Trabalhista de Israel. E não podemos esquecer das eleições no Brasil, quando as pesquisas apontavam uma grande derrota da oposição, mas o ocorrido foi quase uma vitória oposicionista. Todos os três casos recentes, indicavam uma incitação de voto para os partidos de esquerda, o que nos indicam que a esquerda tem um cacoete de distorcer fatos tentando se beneficiar, porque há eleitores que votam no vencedor previsto. Sem tais distorções, os resultados poderiam se mostrar mais favoráveis ao Partido Conservador na Inglaterra e ao Likud, em Israel. Não significa que estamos fazendo a defesa da direita, mas da moralidade.

Aproveitando o momento, conforme já tivemos ocasião de falar anteriormente, a semana foi de lembrança do Dia da Vitória, com a rendição da Alemanha, dia 7 de maio para os americanos e dia 8, para os soviéticos, que ocuparam Berlim. Mas não podemos esquecer que o Japão somente se rendeu em 2 de setembro de 1945, depois do pavor gerado pelas duas bombas atômicas, lançadas no mês de agosto anterior. No final do ano, lembraremos a libertação do Gueto de Xangai, ocupado pelos japoneses.

Os horrores dos Campos de Concentração, os Campos da Morte Industrializada construídos pelos alemães e que agora estão sendo mostrados, especialmente pelas correspondências dos soldados libertadores dos exércitos aliados. Soldado americano, judeu, que chegou ao Campo de Dachau, Campo dentro da Alemanha, criado em 1934, relatou algo inimaginável, ao encontrar um trem abandonado, que havia transportado 5.000 judeus, mortos a tiros, além dos que morreram de inanição, amontoados, crianças e mulheres, com um cheiro insuportável. Isto em abril de 1945, depois da libertação de Auschwitz, em janeiro. Os japoneses também cometeram atrocidades, como ajoelhar todos de uma comunidade conquistada, e decapitá-los com a espada; crianças pequenas eram jogadas de um despenhadeiro. Tutti Buona Gente. Hoje, observamos esquerda e direita procurando esconder as atrocidades, dizendo que a grande maioria nada sabia, andava indiferente, apenas errara por nada dizer nem protestar, como se fosse fácil protestar ou se opor. Existia uma maioria selvagem, imbuída de ideologias totalitárias, na esquerda e na direita; nacional-socialismo e internacional-socialismo eram, no fundo, o mesmo totalitarismo: o espaço vital alemão. Lebensraum, tornou-se a Cortina de Ferro. Os governos ditatoriais sempre acabam no mesmo.

E para domingo que vem, o Dia de Jerusalém, quando, finalmente, a Cidade Velha foi reunida com a Cidade Nova de Jerusalém, situação que se procura mudar, impondo um novo estado árabe.

Os relatos dos habitantes judeus de Jerusalém, em 1948, são dos horrores vividos, sem água, sem energia elétrica, quando um ovo ou um tomate por pessoa só era conseguido uma vez por semana, quando muito. E quando a então Transjordânia, acabou tomando a hoje chamada Margem Ocidental, (nome que deriva de Margem Ocidental do Reino Hachemita da Transjordânia), incluindo
Jerusalém velha. Foi em consequência desse território do lado ocidental do Rio Jordão, que o nome passou a Jordânia, pois já não era mais só do outro lado do rio. A Jordânia, criada em 1923 por Winston Churchill, como Emirado da Transjordânia, uma criação artificial para atender interesses britânicos, hoje coloca em seu sítio na Internet, ser um país com mais de 4.000 anos, sobrepondo-se ao Reino de Judá. Seria como se o Brasil comemorasse não apenas 515 anos de existência no dia 22 de abril passado, mas mais de 4.000 anos. E as tropas jordanianas, conquistando a Jerusalém velha, a fizeram um apartheid, expulsando e matando os judeus, demolindo as sinagogas e ninguém protestou, especialmente a esquerda que se faz passar por defensora dos direitos humanos. A esquerda israelense, então governo, que também errou nesse detalhe.

Tudo mostra como tem evoluído, para melhor, a situação dos judeus, com Israel, fruto do sionismo empreendedor. As guerras que ocorrem na Síria, no Iraque e Iêmen têm modificado o pensamento da população árabe. Com a participação do Hizbollah nessas guerras, surge um movimento contra essa organização, tal qual se vê no apoio a Israel de árabes dos países vizinhos, destacando que o que se fala contra Israel não tem sentido.

De acordo com o canal de notícias saudita, Alarabiya, parentes de membros do Hizbollah, que lutam contra o Estado Islâmico, se referem violentamente contra o Hizbollah terrorista, por sua participação na guerra da Síria e Iêmen, e destacam que “eles (os pais) e seus filhos recusam responsabilidade pelo que o Hizbollah está fazendo na Síria, Iêmen e outras partes.” Falam muito mais contra o Hizbollah.

Daí vemos que as terríveis atrocidades que foram praticadas contra a comunidade judaica na segunda guerra, na Guerra da Independência de Israel, e no terror contra Israel estão despertando as consciências e tratando de modificar as condutas vergonhosamente irresponsáveis. Vamos ver as melhoras, mas leva tempo.

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