Em que pé estamos hoje em dia…?

Ao entramos no Ano Novo de 5777 do Calendário Judaico desejo apresentar algumas considerações.

Acabo de ler o encarte do Jerusalém Report. assim como a nossa Revista Morashá, com um amplo artigo e uma homenagem a Elie Wiesel z’L, o raro exemplo de uma vida dedicado ao bem da humanidade. Esta enorme contribuição de uma personalidade, depois de um sofrimento r inimaginável da época da primeira metade século 20. Em sua juventude, passou pelas mais tristes confrontações, com a perda de parte de seus entes queridos: a mãe, o pai e a irmã menor, em campos de concentração.

Dali saiu para ser um exemplo de contribuição para a defesa de uma humanidade sofrida. Lutou pela liberdade dos judeus da União Soviética, para que pudessem deixar o país rumo a Israel, onde poderiam professar livremente a sua fé. Seu amor à Israel era imenso. Lutou por diversos povos e nações.

Escrevendo mais de 57 livros. Tornou-se professor universitário, filósofo e Premio Nobel da Paz come reconhecimento mundial. O destino não perdoa e ele nos deixou. Recebeu elogios até do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, na Assembleia do ONU, ao analisar a situação do mundo como tendo melhorado. Não podemos concordar que a situação esteja melhor.

Há anos li um livro sobre Israel e seus múltiplos vizinhos. Só podemos afirmar que ameaças diárias fazem este minúsculo país um paraíso de bem estar no meio de um turbilhão de guerras, lutas e intolerância. Um fanatismo ultra-agressivo de cunho religioso, em constante luta fratricida.

Pior, como acolher com respeito e propiciar uma vida digna à massa de migrantes? Chegam, principalmente à Europa Central, sob condições deploráveis e desumanas, e muitos infelizmente sucumbem diariamente no mar Mediterrâneo, com a ilusão de um destino melhor.

Sabemos o que significa a guerra, o sofrimento, a migração e adaptação. Ninguém se pergunta mais como é possível, quem financia esta migração de milhares de pessoas, que ao final continuam sendo vítimas?

O quadro mundial está repleto de incertezas para o futuro.

Por natureza o homem vive de esperança por tempos melhores, mas com meus 90 anos não consigo enxergar algo melhor para esta humanidade de estranhas ambições.

É isto que me encanta no relato da vida de Elie Wiesel z’L, esta persistência de ajudar. O Judaísmo nos ensino a praticar em nosso dia o preceito milenar de TiKun Olam – Reparar o Mundo – o seria um ideal. Pois bem, vejamos o futuro próximo: que tenhamos bons temas a apresentar. Não devemos ser sonhadores, mas, também temos de ter visão à procura de personalidades de reconhecido valor, a se destacarem neste novo ano.

Ernesto Strauss – Diretor Cultural da B’nai B’rith do Brasil

Veja também

Obrigado por tudo, Profa. Dra. Anita Waingort Novinsky (Z’L)

Dra. ANITA WAINGORT NOVINSKY, Z’L. Faleceu hoje, 20 julho de 2021, em São Paulo, a …

Skip to content