Universitário egípcio fascinado por Israel vem a SP, a convite da Conib

Haisam Haassanein
Haisam Haassanein

O jovem Haisam Haassanein completou recentemente o Mestrado em Estudos do Oriente Médio pela Universidade de Tel Aviv e foi escolhido o orador de sua turma. Em seu discurso, declarou que a experiência em Israel desmentiu tudo que viu e ouviu anteriormente sobre o Estado judeu.

A Conib o convidou para visitar São Paulo e contar o que viveu lá. Um de seus encontros, uma entrevista com o jornalista Jaime Spitzcovsky, será aberto ao público, neste domingo, 15 de novembro, no clube A Hebraica. Não é necessária inscrição, basta trazer um documento de identidade com foto.

Nascido em região rural do Egito, Haisam relata: ”… O Egito inteiro tinha opiniões sobre Israel, e nenhuma delas era positiva. Tudo o que sabíamos era que tínhamos lutado guerras sangrentas, e que eles não eram como nós. Quando disse à minha mãe que iria estudar em Israel, ela ficou apavorada, pois eu poderia arrumar uma namorada israelense”, disse.

Mas sua opinião mudou em pouco tempo. Haisam foi convidado para todos os lugares, jantares de Shabat, refeições do Ramadã, peças e encontros políticos. Para ele, a diversidade que encontrou foi tão surpreendente quanto o calor das pessoas.

Logo no primeiro dia na universidade, viu homens com quipás, mulheres com lenços e hijabs, soldados andando entre multidões de estudantes, e então aprendeu que havia pessoas de todos os tipos e que havia lugar para todos – judeus, muçulmanos, cristãos, drusos, beduínos, e até mesmo estudantes internacionais.

“Provavelmente, a maior descoberta que fiz em Israel foi que, apesar de todas as histórias e identidades conflitantes, as pessoas são capazes de viver suas vidas diárias em um espírito de cooperação. Não se pode deixar de notar a proximidade dos kibutzim com as aldeias árabes, e da relação fácil que eles parecem compartilhar uns com os outros”, observou.

Quando os israelenses lhe perguntam como se sente no país, Haisam responde que não gostava deles, até os conhecer, e que nunca considerou que seus “inimigos” iram aceitá-lo em sua escola, país, sociedade.

“Que fascinante é estar em uma cidade em que você pode ir a uma praia no centro e ver uma mulher muçulmana, um casal gay e um chassid no mesmo pequeno espaço de areia! Estar em Israel me ensinou que a vida é cheia de complexidades e paradoxos e que devemos sempre questionar nossas premissas”.

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