Unesco reconhece Hebron como Patrimônio Mundial palestino. Israel reage.

Em nova resolução polêmica, a Unesco cedeu à pressão palestina e de países árabes e reconheceu Hebron e o Túmulo dos Patriarcas como ‘Patrimônios Mundiais do Estado da Palestina’. Em eleição secreta, 12 países votaram a favor da resolução, três votaram contra e seis se abstiveram. A resolução aprovada foi proposta pela missão palestina na Unesco, epedia que tanto a Cidade Velha de Hebron como o Túmulo dos Patriarcas fossem inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, com base no princípio de ‘Patrimônio Mundial em Risco’ previsto na organização. A decisão foi tomada apesar da pressão diplomática exercida por Israel e pelos EUA. Na semana passada, a embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley, enviou carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres e à diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, pedindo que eles se opusessem à iniciativa palestina. “O Túmulo dos Patriarcas é local sagrado para três religiões e não está sob nenhum risco”, disse a embaixadora americana na carta à Unesco. Ela destacou que há muitos locais históricos na Síria, Líbia, Iraque e República Democrática do Congo que estão realmente sob risco e que exigem atenção urgente e imediata da Unesco. Os EUA não fazem parte do atual grupo de 21 membros do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco. Com a a nova resolução, os palestinos recebem da Unesco o seu terceiro Patrimônio Mundial desde que o território foi reconhecido pela organização como estado-membro, em 2011. A Basílica da Natividade e a Terra das Oliveiras e Vinhedos, em Belém, já possuem o título. (O Globo). Israel reagiu com indignação, qualificando a iniciativa como “triste, desnecessária e patética”.

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