Trio acusado de atacar judeus em Porto Alegre será julgado dia 18

Mais de 13 anos após o crime, três homens acusados de atacar um grupo de judeus no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira (18). A suspeita é que as agressões teriam motivações raciais. Os réus seriam integrantes de um grupo de skinheads (extremistas de direita, defensores da supremacia dos brancos sobre outras raças) que pregava ódio contra judeus, homossexuais e negros.
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Laureano Vieira Toscani, Fábio Roberto Sturm e Thiago Araújo da Silva respondem por tentativa de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe (discriminação racial), meio cruel e recurso que dificultou defesa das vítimas.

O ataque aconteceu em maio de 2005, em frente a um bar na Rua Lima e Silva. Na época, a investigação apontou que os agressores, que estavam dentro do estabelecimento, teriam visto as três vítimas do lado de fora, usando quipás (chapéu usado por judeus). O trio teria saído do local e os surpreendido com golpes de facas e canivetes.

Segundo denúncia do Ministério Público (MP), os três réus seriam integrantes de um grupo chamado “Carecas do Brasil”, que divulgava ideias discriminatórias na internet e conteúdos antissemita e nazistas, pregando a supremacia da raça ariana.

Além dos três réus, há outros onze acusados que devem ir ao Tribunal do Júri pelo crime. No entanto, como o processo sofreu cisão, não há previsão de data do julgamento dos demais. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos três réus.

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O que o jornal não menciona é, por exemplo, que uma das vítimas atingida no baço passou por diversas cirurgias e ficou meses hospitalizada.

Outras matérias do jornal Zero Hora publicadas no ano passado revelam a continua atividade dos neonazistas no Rio Grande do Sul, incluindo então a cooptação de membros para lutar na Ucrânia e as ações policiais para conter estes grupos.

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