“Sem medo de ficar na Europa”

Quem nos acompanha sabe que, há cerca de dez anos, temos advertido através de nossos seis veículos de comunicação, cada um noticiando a seu tempo e com suas características, que as condições de vida para os judeus da Europa têm piorado. No início, eram ações de vandalismo em monumentos, cemitérios e pichações de suásticas nazistas em paredes. Em seguida, vieram as leis proibindo o corte animal dentro dos preceitos da lei judaica, as discussões e proibições relativas à circuncisão e ao uso de solidéus em escolas públicas e departamentos de certos governos, culminando com espancamentos, assassinatos e ações terroristas no interior de instituições judaicas, com mortes de judeus em série. Que a Lei do Retorno em Israel esteja em vigor desde o primeiro dia da criação do Estado Judeu, ótimo! Que judeus tenham vontade e interesse de passar a viver em Israel, maravilhoso! Agora, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em véspera de eleições, se utilize da fragilidade dos governos europeus e do absoluto despreparo de suas comunidades judaicas e comece a incentivar judeus a deixarem a Europa, por medo, não! Não se pode aceitar este absurdo! Israel e sua sociedade, certamente, não querem receber judeus fugitivos de França, Holanda, Itália ou Dinamarca. Israel, através de um primeiro-ministro não estadista, não precisa ampliar as dificuldades das comunidades judaicas da Europa. Israel pode e deve ajudar as comunidades que têm sido alvo do terror a se organizarem para se defender, principalmente quando os governos destes países estão interessados em manter suas comunidades judaicas, enfrentando o terror, legislando nesta direção e procurando dar proteção a seus cidadãos (Ronaldo Gomlevsky – é jornalista e advogado -, O Globo).

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