Rabinos nos EUA cancelam tradicional conferência com presidente por postura de Trump

Importantes organizações de rabinos nos Estados Unidos anunciaram que vão boicotar uma telefeconferência com o presidente, que marca anualmente o início das festividades judaicas, em sinal de protesto por Donald Trump “incitar as vozes do ódio” em suas declarações após recente protesto neonazista. Vários grupos de rabinos anunciaram que a teleconferência não acontecerá após as declarações ambíguas de Trump que se seguiram a uma marcha de supremacistas brancos e neonazistas na cidade Charlottesville, na Virgínia, que derivou em violentos distúrbios, causando uma morte. O antecessor de Trump, Barack Obama, falava com os rabinos antes do Rosh Hashaná e Iom Kipur, no que já era uma tradição antes das grandes festas judaicas. A rabina Elyse Wechterman, diretora-executiva da Associação Rabínica Reconstrucionista, disse à CNN que a ligação deste ano não será feita por “questão de liderança moral”. “O antissemitismo presenciado em Charlottesville foi aterrador”, disse ontem, ao destacar que “desde a eleição do presidente Trump houve um aumento de ações desse tipo”. “Desde a sua campanha ele se nega a esclarecer e se distanciar dos antissemitas, dos racistas de toda classe”, acrescentou. Depois do que aconteceu em Charlottesville, Trump foi duramente criticado por evocar uma equivalência moral entre os supremacistas brancos e os contra-manifestantes, dizendo que a culpa da violência estava “em muitos lados”.

AFP

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