Personalidades francesas denunciam ‘purgação étnica silenciosa’ contra judeus na França

Centenas de personalidades francesas – entre elas o ex-presidente Nicolas Sarkozy, a historiadora Elisabeth Badinter, o ator Gérard Depardieu, o cantor Charles Aznavour, a diretora de cinema Marceline Loridan Ivens e o líder socialista Bernard Cazeneuve – assinaram um manifesto condenando o antissemitismo na França e denunciando o “silêncio da mídia” diante do que chamaram de ‘purgação étnica silenciosa’ impulsionada pelo crescente radicalismo islâmico, particularmente nos bairros da classe trabalhadora.

“Os judeus franceses têm 25 vezes mais chances de serem atacados do que outros cidadãos muçulmanos”, diz o manifesto, assinado por cerca de 300 personalidades.

O manifesto denuncia ainda que dez por cento dos cidadãos judeus franceses – aproximadamente 50.000 pessoas – tiveram que se mudar de suas casas porque não se sentiam mais seguros nas cidades em que moravam e porque suas crianças não podiam mais frequentar a escola com segurança.

“É uma limpeza étnica silenciosa” na terra de Emile Zola e Georges Clémenceau, os signatários do “J’accuse” sobre o antissemitismo no caso Dreyfus, um dos maiores erros judiciais da história.

“Em nossa história recente, 11 judeus foram assassinados – e alguns torturados – por radicais islâmicos porque eram judeus”, diz o documento.

O ataque mais recente na França ocorreu no mês passado, no brutal assassinato de Mireille Knoll, uma judia de 85 anos, que foi esfaqueada 11 vezes antes de ter seu corpo queimado em um crime hediondo reconhecido como antissemita.

A comunidade judaica da França, com mais de meio milhão de pessoas, é a maior da Europa, mas foi reduzida após uma onda de emigração para Israel nas últimas duas décadas, em parte devido ao antissemitismo em bairros predominantemente de emigrantes.

Le Figaro/Conib

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