A importância de se manifestar com clareza sobre o Hamas

Nos tempos atuais, é essencial que nos manifestemos de maneira informada e equilibrada sobre assuntos de grande relevância, nacional e internacional, causadores de profundas tensões. Um dos tópicos que tem gerado muitas discussões é o papel do Hamas e sua relação com Israel. Para contribuir com um diálogo construtivo, é importante educar as pessoas sobre o que é o Hamas e como essa organização trata a vida humana. E sempre devemos buscar esclarecer os fatos sem incitar ódio ou violência.

O que é o Hamas?
Em 1987, após o início da Primeira Intifada contra Israel, o Hamas foi fundado pelo imã e ativista palestino Ahmed Yassin. Ele surgiu a partir de um grupo chamado Mujama al-Islamiya (Centro Islâmico), estabelecido em Gaza em 1973 como uma instituição de caridade islâmica associada à Irmandade Muçulmana, baseada no Egito.

Ao longo dos anos, o Hamas se envolveu cada vez mais no conflito israelo-palestino, com diversas explosões de homens bomba e posicionamento de intolerância. No final da década de 1990, foi contra as Cartas de Reconhecimento mútuo Israel-Palestina, da Organização para a Libertação da Palestina – OLP, bem como os Acordos de Paz de Oslo, nos quais o Fatah renunciou “ao uso de terrorismo e outros atos de violência” e reconheceu Israel em busca de uma solução de dois estados. Em 2006, venceu as eleições legislativas palestinas, obtendo maioria no Conselho Legislativo Palestino. Posteriormente assumiu o controle da Faixa de Gaza após uma guerra civil com o Fatah em 2007. Desde então, tem governado Gaza como um estado autocrático, de fato, e de partido único.

Em 2017, o Hamas lançou seu Documento Geral de Princípios e Políticas, onde declara apoiar um estado palestino transitório dentro das fronteiras de 1967, mas sem reconhecer Israel. Pregando o extermínio de Israel, dos judeus e dos cristãos, realizando ações terroristas em nome da resistência palestina e objetivando um estado único no antigo mandato da Palestina.

Hoje, é classificada como entidade terrorista por vários países, inclusive pela União Europeia, e tem sido financiada diretamente pelo Irã e Qatar. Além de um apoio humanitário internacional por meio da entidade, atualmente sob suspeita, das Nações Unidas, chamada UNRWA – agência para refugiados da Palestina.

A visão do Hamas sobre a vida humana
A maneira como o Hamas trata a vida humana tem sido objeto de críticas e controvérsias. A organização costuma usar táticas que colocam civis em risco, tanto entre os palestinos quanto entre os israelenses. Isso inclui o uso de áreas civis para lançar ataques contra Israel, colocando sua própria população como escudo humano, o que frequentemente resulta em represálias que podem afetar a população de Gaza, mesmo com intensas ações de Israel no sentido de avisar, por diversos meios, a população civil a evacuar os locais a serem atacados. O Hamas ameaça-a e não a deixa sair, aproveitando-se dela a fim de que, além de proteger os terroristas, ao se tornarem vítimas, usarem o fato como propaganda enganosa contra Israel.

Preocupação com os simpatizantes do terrorismo
Muita gente está mal-informada ou aproveita, de forma tendenciosa, para se promover da ocasião ou é enganada pelo que é divulgado pelo próprio Hamas e transmitido pela mídia que pouco confere a veracidade do que é propagado. Especialmente em relação às vítimas civis palestinas em decorrência da guerra de autodefesa de Israel em Gaza. A ONU recentemente esclareceu que o real número total de vítimas é menor do que a metade do que tem sido propalado, incluindo, neste número, inclusive, os membros armados do Hamas. As Forças de Defesa de Israel (FDI) operam em total conformidade com o direito internacional, seguindo rigidamente as legislação que regula os combates em guerras, como têm um código de ética que busca preservar ao máximo possível as vidas de civis. Além disso, Israel tem um sistema judicial forte e independente que avalia meticulosamente qualquer alegação de violação ou desvio de ordens e código de conduta. Informações como estas podem e devem ser utilizadas para esclarecer os que não têm conhecimento exato do atual conflito.

Como se manifestar de forma construtiva
Quando discutimos questões tão delicadas, é crucial fazê-lo com respeito e responsabilidade. Manifestar-se sem ofender, mas buscando educar, é um passo vital para promover a paz e a compreensão mútua. Aqui estão algumas diretrizes para um discurso construtivo:

1. Basear-se em fatos. Use informações verificadas e confiáveis para argumentar seus pontos. Conheça a história de fonte independente.

2. Evitar generalizações. Reconheça que nem todos os palestinos apoiam o Hamas e que muitos desejam a paz.

3. Promover o diálogo. Incentive conversas que busquem soluções pacíficas em vez de incitar mais violência.

4. Empatia. Considere o sofrimento de todos os envolvidos no conflito, tanto palestinos quanto israelenses.

Conclusão
Educar-se e aos outros sobre o Hamas e sua abordagem à vida humana é essencial para entender o complexo conflito em Gaza. Ao nos manifestarmos de maneira informada e respeitosa, podemos contribuir para uma discussão mais saudável e, eventualmente, para a busca por uma solução pacífica. A causa não deve ser alimentar o ódio, mas sim esclarecer os fatos e promover a paz e a segurança para todos na região.

B’nai B’rith do Brasil

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