Irã: quando a vida humana vale menos que o silêncio diplomático
A B’nai B’rith do Brasil manifesta sua profunda indignação e preocupação diante da escalada de violência, repressão brutal e mortes no Irã, contra sua própria população praticadas pelo regime teocrático estabelecido desde 1969. Homens, mulheres e até crianças que ousam reivindicar dignidade, liberdade e direitos básicos são perseguidos, presos e até assassinados.
Observa-se que o Irã assinou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e ratificou, em 1975, o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, além de Convenções sobre a tortura e é membro ativo do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Diante de fatos amplamente documentados, que incluem execuções, prisões arbitrárias, tortura, perseguição política e repressão violenta a manifestações civis, causa perplexidade e consternação a inércia de organismos internacionais que se apresentam como guardiões da paz, da coexistência e dos direitos humanos.
Onde estão a ONU, a UNESCO, o Conselho de Segurança, o Conselho de Direitos Humanos da ONU e demais instâncias multilaterais que, em outros contextos, se mobilizam com rapidez, discursos e resoluções?
Onde estão as vozes que deveriam se levantar quando a vida humana é esmagada por um regime autoritário?
Medidas, como sanções econômicas, são solicitadas pelo Conselho de Direitos Humanos, mas os “parceiros” econômicos do Irã permitem que muitas sejam contornadas, atrasando o seu impacto. Dando, portanto, uma sobrevida ao regime teocrático sanguinário que só tem um objetivo: destruir os valores e a religião do Ocidente, em especial os Estados Unidos da América e o Estado de Israel, financiando grupos terroristas, como o Hamas, Hezbollah, Houtis e outros.
A seletividade moral e política corrói a credibilidade do sistema internacional. Direitos humanos não podem ser relativos, condicionais ou ideologicamente convenientes. O silêncio diante da barbárie equivale à conivência.
A B’nai B’rith, organização com mais de 180 anos de história na defesa da justiça, da liberdade religiosa, da democracia e da dignidade humana, repudia toda forma de violência, seja estatal ou não, contra civis, independentemente de fronteiras, culturas ou regimes políticos.
Reafirmamos que a vida humana é um valor universal e inegociável.
Solidarizamo-nos com o povo iraniano, vítima de um regime que governa pelo medo, e exigimos que a comunidade internacional cumpra o papel para o qual foi criada: proteger vidas, denunciar abusos, responsabilizar violadores e agir — não apenas discursar.
A omissão das entidades internacionais e de muitos países, inclusive ditos democráticos, diante do sofrimento do povo iraniano é um alerta grave: sem coerência, não há direitos humanos; sem ação, não há justiça; sem coragem moral, não há credibilidade.
Vimos, há pouco, que o mundo começou a reagir. Parabenizamos a Comunidade Europeia e esperamos que o Mercosul faça o mesmo.
A B’nai B’rith do Brasil seguirá vigilante, atuante e comprometida com a verdade, a liberdade e a defesa incondicional da dignidade humana — em qualquer lugar do mundo.
B’nai B’rith do Brasil
Em defesa da vida. Em defesa dos direitos humanos. Em defesa da coerência moral.
B'nai B'rith Brasil B´nai B´rith significa Filhos da Aliança. Na Aliança entre o homem e seu Criador está inserida a mensagem do monoteísmo ético.

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