Iom Hashoá em tempos de Coronavírus

Iom Hashoá é o Dia da Recordação do  Holocausto. No calendário judaico, ele cai em 27 de Nissan que, neste ano, no gregoriano, será nesta terça-feira, 21 de abril. A data foi oficializada pelo então primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, em 1959 com o objetivo de manter viva a memória dos seis milhões de judeus que foram assassinados durante o Holocausto, um dos períodos mais sombrios da humanidade e para que nunca mais ações de ódio sejam praticadas contra quem quer que seja por quaisquer razões que sejam. É importante lembrarmos que os nazistas ainda perseguiram e assassinaram ciganos, Testemunhas de Jeová, homossexuais, dissidentes políticos e deficientes físicos e mentais, entre outros.

Devemos registrar e relembrar as mensagens que os sobreviventes daquela época nos têm passado. Eles nos contam a verdade dos fatos que vivenciaram e sentiram. Nos contam para que saibamos e contam a fim de que tomemos as iniciativas com o intuito de que nunca mais aconteça, com mais ninguém.

Hoje, a data cai num período onde o mundo inteiro vive um momento bastante atribulado, de incertezas, de inseguranças, de mudanças de hábitos e de confinamento por conta da pandemia do Coronavírus, versão COVID-19. Sem contar com a inundação de contradições diante do desconhecido. Isso nos remete à lembrança daquela época. Estamos numa guerra também. Porém, contra um inimigo invisível, um vírus. Que faz surgir vítimas visíveis, reais, tanto no aspecto da saúde como econômico. O mundo está sendo desafiado a se transformar em muitos sentidos. E é neste momento que a lembrança do Holocausto se faz ainda mais importante pois com a transformação, tanto o bom como o ruim são potencializados. Cabe a nós, portanto, disseminarmos a verdade, a história, os fatos, para que possamos construir um mundo, pós Covid-19, mais justo, fraterno, mais harmonioso, de entendimentos, cujos direitos e deveres humanos possam prevalecer e que a  maldade, a ganância, o egoísmo possam ser minimizados ao máximo.

Temos todos a responsabilidade de entender o que o Holocausto significou e analisar o panorama atual. Necessitamos agir por um futuro sem ódio, de compreensão, respeito e paz, incorporando o conceito de Tikun Olam, nosso guia de ação social para a reparação de todos deste nosso planeta TERRA.

Amén e Shalom,

Abraham Goldstein
Presidente da B´nai B´rith do Brasil

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