Iom Haatzmaut

Aos 71 anos, Israel ainda é questionado todos os dias!

Israel está completando 71 anos de sua independência, o Iom Haatzmaut, data comemorada em todo o mundo pelas comunidades judaicas e seus muitos amigos e admiradores, com muita alegria. No dia anterior, Iom Hazikaron, recordou, com muita tristeza, os caídos em todas as cinco guerras defensivas e os atos de terrorismo que o país enfrentou, perdendo 23.741 soldados no cumprimento do dever e 3.150 civis assassinados. Mas, a jovem e moderna nação, que tem mais de 3 mil anos de história, de resiliência, de tenacidade e de apego à sua fé, é o único país do mundo que, diariamente, ainda vê questionado o seu direito de existir. Isso acontece nas redes sociais, nas notícias da mídia, em artigos de opinião dos que se julgam especialistas, nas universidades, em políticos extremistas de todos os matizes, nas tribunas dos organismos internacionais, no rancor dos herdeiros do nazismo e no islamismo radical. O que lhes move? Qual a razão dessa incessante e cansativa realidade, repleta de omissões, distorções, maledicências, fantasias e até mentiras?

As respostas a estas indagações não são simples de enunciar; pelo contrário, são tão extensas quanto à infinidade de livros a respeito. Pode-se, porém, resumir a poucos pontos: interesses pela influência na região, ignorância e ódio ao diferente.

Como explica Sir Jonathan Sacks, que foi rabino-chefe da Inglaterra, na antiguidade os judeus foram perseguidos por causa de sua religião; depois, pelo seu modo de ser – na Europa do século passado, as perseguições se deram por sua raça -, e, atualmente, por ter conseguido restabelecer sua nação. Ou seja, todos os males do mundo que antes eram conferidos ao judeu, hoje recaem sobre Israel! É por isso que o antissemitismo e o antissionismo são gêmeos univitelinos, embora alguns tentem negar o óbvio.

Mas hoje é um dia de vitória, de superação e de fé nos valores humanistas e universais do Judaismo. Que as bênçãos do Eterno sempre estejam com Israel e seu povo, assim como estiveram por milênios, mantendo-o firme mesmo nos sofrimentos mais amargos e conduzindo-o de volta à Jerusalém, sua Cidade Santa, perene e indivisível capital.

* Szyja Ber Lorber é jornalista e presidente da Loja Chaim Weizmann, da B’nai B’rith de Curitiba, Paraná.

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