Guga Chacra e Guilherme Casarães debatem na 46ª. Convenção Anual da Conib o terror na França

A Confederação Israelita do Brasil realizou neste fim de semana, em São Paulo, sua 46ª Convenção Anual, com a presença de representantes de federações israelitas de 14 Estados brasileiros. Entre os temas debatidos, “Ética, Judaísmo e Redes Sociais” e a crise brasileira. O jornalista Gustavo Chacra e o professor da FGV e da ESPM Guilherme Casarões abordaram o terror na França e a crise no Oriente Médio. Guga Chacra analisou algumas peculiaridades francesas, em comparação com os EUA, que podem motivar os ataques. “Nos EUA, há mais liberdade religiosa, maior integração, também de muçulmanos. A França é laica, não se pode usar véu. O choque com muçulmanos é específico da França. Nos EUA, os muçulmanos que vivem lá não se explodem. A França tem problemas para adaptar os imigrantes muçulmanos e também tem antissemitismo, que vem da direita e dos próprios muçulmanos”, afirmou. Para Casarões, “a Europa está se esfacelando. Uma das consequências do terror será um controle muito maior dos refugiados. A ideia de integração está morrendo. E o Estado Islâmico quer justamente fechar a porta da Europa para estes refugiados”.

Guga analisou o terror vindo do Oriente Médio: “Um aspecto deixado meio de lado no Ocidente é o Wahhabismo saudita, ideologia fundamentalista que o país exporta e da qual sorvem todos os radicais sunitas – EI, Boko Haram, Al-Qaeda. E já chegou ao Brasil”. “O Hezbollah é terrorista, mas não é irracional como o EI”, acrescentou (Conib).

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