Facebook cria sala de guerra contra manipulação em eleição no Brasil e nos EUA

Uma sala de conferências de aproximadamente oito por dez metros de área está sendo construída no coração do campus do Facebook, entre os prédios 20 e 21. O espaço ainda não parece grande coisa, mas a partir da semana que vem será o QG do Facebook para a proteção de eleições.

Mais de 300 pessoas de diversas áreas da empresa trabalham na iniciativa, mas o centro de comando vai abrigar uma equipe de 20 profissionais que se dedicarão a localizar e extirpar desinformação, monitorar notícias falsas e deletar contas falsas que possam estar tentando influenciar eleitores antes de pleitos nos Estados Unidos, Brasil e outros países.

Cordões espessos de cabos azuis pendem do teto, prontos para serem ligados a monitores do tamanho de janelas instalados sobre 16 mesas de trabalho. Meia dúzia de televisores em uma parede ficarão ligados na CNN, MSNBC, Fox News e outras grandes redes americanas. Um cartaz de papel com letras laranjas preso à porta de vidro com fita adesiva descreve o que está sendo construído: um “war room” (sala de guerra).

“Encaramos esse projeto como provavelmente a maior reorientação vista na empresa desde que passamos de usar computadores de mesa para celulares”, disse Samidh Chakrabarti, que dirige a equipe do Facebook que trabalha com eleições e engajamento cívico. A empresa “se mobilizou para fazer isso acontecer”.

O Facebook tem sido amplamente utilizado por campanhas de influência de origem estrangeira. Em julho e agosto a empresa detalhou esforços antes não revelados feitos por iranianos e russos para ludibriar usuários da rede social com anúncios e posts.

Folha de S.Paulo

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