Conheça alguns autores que estarão na Flip, de 1 a 4 de julho

AYELET WALDMAN

Nasceu em Jerusalém, em 1964. Estudou direito em Harvard, onde foi colega de sala de Barack Obama, candidato que apoiaria durante as eleições de 2008.

Em 1997, começou a escrever a série The Mommy-Track Mysteries, sobre uma dona de casa que, para combater o tédio, trabalha como detetive. Mãe de quatro filhos, a maternidade é um tema central em sua literatura, ainda que de modo controverso. Em 2005, publicou um artigo em que afirmou amar mais seu marido, o escritor Michael Chabon, que seus filhos. A relação inusitada entre mãe e filho compõe a trama de As coisas impossíveis do amor, adaptação cinematográfica de seu romance homônimo, protagonizada por Natalie Portman. Em 2009, publicou Bad Mother: A Chronicle of Maternal Crimes, Minor Calamities and Occasional Moments of Grace, uma compilação de seus artigos. Seu mais recente romance, Amor e memória (Casa da Palavra/Leya, 2014), conecta três histórias marcadas por um medalhão perdido durante a Segunda Guerra Mundial.

Amar, verbo transitivo

Ana Luisa Escorel e Ayelet Waldman

A americano-israelense Ayelet Waldman e a paulistana Ana Luisa Escorel contam como transformam os legados familiares e as delicadas relações entre pais e filhos em rica matéria-prima literária.

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BORIS FAUSTO

Historiador e cientista político, nasceu em São Paulo, em 1930. Foi professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo e é membro da Academia Brasileira de Ciências. Publicou estudos referenciais, como A revolução de 30: historiografia e história (Companhia das Letras, 1997). A morte de sua esposa, Cynira Stocco, com quem teve dois filhos e conviveu durante quase cinquenta anos, motivou Fausto a escrever um diário. O resultado é O brilho do bronze (Cosac Naify, 2014), uma comovente reflexão sobre o processo do luto em primeira pessoa, olhar que o escritor aprimora desde 1997 com Negócios e ócios (Companhia das Letras), quando aproximou-se do tema da memória.

Encontro com Boris Fausto

As representações literárias dos afetos familiares, do luto e da vida amorosa estão entre os principais eixos de discussão da Flip 2015. Historiador consagrado, Boris Fausto vai a Paraty para falar sobre o comovente (e também autoirônico) diário em que registrou a dor pela morte de sua companheira de vida inteira, em 2010.

EDWARD FRENKEL

Nasceu em Kolomna, na Rússia, em 1968. Depois de formar-se em Harvard, passou a dar aulas de matemática na Universidade de Califórnia, em 1997.

Acadêmico premiado, é membro da Academia de Artes e Ciências dos Estados Unidos e autor de Amor e matemática (Casa da Palavra/Leya, 2014), um fascinante convite à descoberta da beleza por trás dos números que, segundo o ensaísta Nassim Nicholas Taleb, é capaz de fazer qualquer um querer se tornar um matemático.

Os homens que calculavam

Artur Ávila e Edward Frenkel

A Flip recebe Artur Ávila, o primeiro brasileiro a receber a cobiçada medalha Fields, mais alta premiação da matemática, em 2014. Ávila e o matemático russo-americano Edward Frenkel se reúnem em Paraty para uma conversa divertida sobre vida de cientista e intimidade com os números – com todos os problemas, alegrias e espantos que eles carregam.

JORGE MAUTNER

Cantor, compositor e escritor, nasceu no Rio de Janeiro, em 1941, pouco depois de seus pais desembarcarem no Brasil, fugindo do holocausto.

Participou da criação do movimento tropicalista na década de 60. Publicou em 2002 a Mitologia do Kaos (Azougue Editorial), antologia em três volumes de sua obra literária – o primeiro compreende a Trilogia do Kaos, composta pelos livros Deus da chuva e da morte (vencedor do prêmio Jabuti de 1963), Kaos (1964) e Narciso em tarde cinza (1966); o segundo compila oito outros livros e o terceiro reúne entrevistas, depoimentos inéditos e textos esparsos.

Do angu ao Kaos

Jorge Mautner e Marcelino Freire

O músico tropicalista de “Maracatu atômico” e “Lágrimas negras” é também o autor de uma obra literária original, regida pelas forças do Kaos – neologismo que dá nome a seu inspirado romance de 1964. Em Paraty, Mautner vai se encontrar com o premiado escritor Marcelino Freire, de Angu de sangue e Nossos ossos, que volta à Tenda dos Autores após onze anos.

LILIA M. SCHWARCZ

Nascida em São Paulo, em 1957, a historiadora e antropóloga Lilia M. Schwarcz apresenta, em seus livros, retratos do país sob diferentes perspectivas: do “monarca nos trópicos” Pedro II, biografado em As barbas do imperador (Companhia das Letras, 1998), às massas do caldeirão étnico do Brasil no século 20, retratadas em O espetáculo das raças (Companhia das Letras, 1993). Seus trabalhos mais recentes, como Brasil: uma biografia – realizado em coautoria com Heloisa M. Starling – e a coleção História do Brasil

Nação (Mapfre/Objetiva), voltam-se para as questões da vida brasileira. É também diretora na editora Companhia das Letras.

Brasil: uma aula

Heloisa M. Starling e Lilia M. Schwarcz

Quinhentos anos de Brasil sintetizados em uma aula com as historiadoras que biografaram o país.

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