Com Alckmin, Serra e ministros da Justiça e Educação, Conib homenageia Natan Sharansky

Com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do chanceler José Serra e dos ministros da Justiça, Alexandre de Moraes, e da Educação, Mendonça Filho, a Conib homenageou no último fim de semana, em sua 47ª Convenção Nacional, Natan Sharansky, símbolo da dissidência soviética e atual presidente da Agência Judaica.

Alckmin destacou a “bondade da comunidade judaica”, exemplificando com o trabalho de entidades assistenciais e lembrou sua viagem a Israel, e o grande amor de seu pai, “um seminarista”, pelo povo judeu.

Serra recordou a visita de Shimon Peres ao Brasil, em 2009, quando era governador de São Paulo e recebeu o então presidente de Israel. “Foi o maior estadista que conheci em minha vida”. Ele destacou a grande contribuição judaica ao Brasil, citando nomes de artistas, escritores e empresários. Lembrou, entre outros, de uma viagem a Israel, em 1986, quando teve como guia o atual cônsul de Israel em São Paulo, Dori Goren.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que proteção à comunidade judaica é uma prioridade de sua gestão e lembrou a primeira aplicação da Lei Antiterrorismo na véspera da Olimpíada do Rio, em que os suspeitos ameaçavam também alvos judaicos. Ele explicitou que considera o antissionismo a forma moderna do antissemitismo.
Mendonça Filho, ministro da Educação, ressaltou a “importante presença dos judeus na história de Pernambuco [seu Estado natal] e sua comunidade muito expressiva”.

O senador Aloysio Nunes Ferreira elogiou o vídeo em que a Conib apresentou suas principais ações em 2015 e 2016 e disse que a entidade é “uma ativa representante da comunidade judaica perante a sociedade brasileira”. Ele também lembrou a “presença milenar dos judeus na Palestina” e, no Brasil, desde o empreendimento ultramarino.

O vereador Eduardo Suplicy também esteve presente à cerimônia.

Ativista pelos direitos humanos, símbolo da dissidência soviética, Sharansky foi o primeiro preso político libertado por Mikhail Gorbachev, em 1986, graças à pressão internacional. Após quatro anos de confinamento em uma solitária na prisão na Sibéria e 37 greves de fome. Imediatamente emigrou para Israel, onde passou a trabalhar pela libertação dos judeus soviéticos e sua integração no Estado judeu. Desde 2009, é o presidente da Agência Judaica, que tem como função principal fomentar a continuidade da vida judaica em todo o mundo.

Na Convenção da Conib, revelou ter ficado impressionado com o relacionamento próximo da entidade com altas autoridades federais e estaduais e com a confiança e força dos judeus brasileiros, que “andam de quipá nas ruas, ao contrário do que acontece em metrópoles como Paris e Istambul”.

Ele afirmou que russos, ucranianos e franceses formam hoje o principal grupo dos judeus que emigram para Israel. E todos eles têm o Estado judeu como primeira opção de destino, o que “mostra que nosso trabalho está no caminho certo”.

O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, lembrou que, quando militou no Conselho Juvenil da Federação Israelita do Estado de São Paulo, nas décadas de 1970 e 1980, Sharansky era sua grande inspiração: “Como Moisés, ele libertou seu povo da opressão”.

O convite da Conib a Sharansky foi destacado no jornal Jerusalem Post.
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