Chanucá: da opressão à LUZ

de 24 de Kislev A 2 de Tevet 5775

São oito dias nos quais acendemos as velinhas nos candelabros de Chanucá-Consagração, uma a mais a cada dia, comemorando a Vitório dos Macabeus sobre o Rei Antioco Epifanes. Os bravos lutadores, Matatiah e seus valentes filhos, liderados por Yehudá o mais velho, refugiados nas montanhas conseguiram vencer os exércitos sírios.

De sua aldeia partiram para libertar Jerusalém e o povo judeu, impedido de exercer sua fé e seus costumes, sendo punido com a morte ao fazê-lo.

Lembramo-nos do milagre da luz Eterna do Templo, quando em 25 de Kislev de 3595, (165 AEC) após ter construído um novo altar para o templo, que fora profanado, descobriram que havia somente um pequeno cântaro de óleo puro, suficiente para um dia, mas, este durou oito dias.

Tanto tempo se passou, mas tais fatos simbolizam a opressão, mais de uma vez presente em nossa história, e a superação de desafios, aparentemente impossíveis, como os exércitos sírios e a luz do Templo. Na verdade, dois milagres, um no plano físico, outro, no espiritual.

Por isso é importante entender a mensagem, e a cada ano, acender as velas, dia a dia.

O grande rabino deste século, Lorde Jonathan Sacks em recente discurso na Câmara dos Lordes, na Inglaterra, definiu-se como Judeu da seguinte maneira: “Eu sou judeu, Israel, portanto, é o lugar onde o meu povo nasceu há muitos séculos, o lugar no qual Abraão e Sara viveram, onde Amós declarou a visão sobre justiça social, e Isaias sonhou com um mundo em paz, onde David compôs os Salmos, e Salomão construiu o primeiro Templo. E isto teve consequências não somente para os judeus, mas também para cristãos e muçulmanos. Os que têm declaradamente Abraão como precursor na fé, e cujo D’s único adotaram como seu”.

“Somente quando o poder é secularizado a paz é possível”, e não com ações planejadas em decorrência do ódio acalentado.

Assim “esperamos que o mundo possa, da escuridão andar pela luz de D’s para a iluminação”.

Neste Chanucá temos um deseja: que o mundo encontre os caminhos da paz e do respeito entre os seres humanos.

Chag Sameach, e ao girar os dreidels (piões), para ver a sorte encontrem a alegria de viver, desfrutando os doces sonhos destes dias.

Em Shalom,

Ernesto Strauss

Diretor Cultural da B’nai B’rith do Brasil

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