B’nai B’rith saúda contribuições e desafios, do novo documento do Vaticano sobre as relações com os judeus

Comissão do Vaticano para as Relações Religiosas com os Judeus emitiu um novo documento intitulado: “Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis.” O documento reforça os pilares fundamentais da moderna relação judaico-Católica, afirmando que a Igreja Católica desaprova os esforços para converter os judeus.

O novo documento também enfatiza a necessidade de “luta contra todas as manifestações de discriminação racial contra os judeus e todas as formas de antissemitismo,” tanto à luz das demonstrações trágicas da história de “onde até mesmo as menos perceptíveis formas de antissemitismo podem levar” quanto às raízes judaicas do cristianismo.”

O documento rejeita a noção de que os judeus não tem direito à salvação de Deus, e reitera que para a fé cristã Cristo era judeu. Reconhece como um desconforto, a Reautorização de Bento XV1, de 2008, da oração de Sexta-feira Santa para os judeus “reconhecerem que Jesus Cristo é o Salvador de todos”.

“Os dons e o chamado de Deus” não inclui referência à centralidade de Israel na vida judaica, embora tenha havido reconhecimentos anteriores do Vaticano — incluindo em particular pelo próprio Papa Francisco — que o anti-sionismo ou a violência anti-israelense constituem formas de antissemitismo.

B’nai B’rith Internacional congratula-se com a chamada do texto para instituições de ensino católicas integrarem em seus currículos relevantes documentos da Igreja, incluindo “Nostra Aetate”, a declaração do Concílio Vaticano II de 1965, que foi um novo marco nos laços Católico-Judaicos, bem como incentivar ainda mais a parceria para promover concretamente a “Justiça, paz, preservação da criação e da reconciliação.”

Através do diálogo, parceria prática em serviços humanitários muito similares, a B’nai B’rith é pioneira e especialmente dedicada ao avanço das relações católico-judaicas em todo o mundo. As lideranças da B’nai B’rith reuniram-se em particular com o Papa Francisco e outros altos funcionários da Igreja mais recentemente, em junho, no Vaticano.

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