B’nai B’rith Brasil condena Resolução da UNESCO sobre Hebron

A B’nai B’rith Brasil condena a mais recente Resolução adotada pelo Comitê de Patrimônio Mundial da UNESCO – Organização para Educação, Ciência e Cultura – na última sexta-feira na cidade polonesa de Cracóvia.

A Resolução considera a cidade velha de Hebron como Patrimônio da Humanidade em Risco, inserindo o local como pertencente à Palestina.

Hebron situa-se na Cisjordania e na cidade velha está um dos locais mais sagrados para o judaísmo, o túmulo dos Patriarcas: Abraham, Isaac e Jacó e suas esposas Sara, Rebeca e Lea.

A este local de culto e oração os judeus foram impedidos de entrar durante séculos. Foi aberto a todas as religiões apenas depois que Israel obteve o controle de Hebron em 1967. A Tumba dos Patriarcas, e em especial o túmulo de Abraham, é importante para as três religiões monoteístas, mas fundamental ao judaísmo.

A nova Resolução da UNESCO menciona o local apenas pelo nome com que é chamado pelos muçulmanos: mesquita de Ibrahim.

Comunicado da B’nai B’rith Internacional destaca que diferentemente de inúmeros locais culturais e religiosos no Oriente Médio, a Tumba dos Patriarcas não está em perigo. Israel é um exemplo, com sua sociedade aberta e tolerante, já que o local sagrado foi aberto a todos os visitantes.

Ao contrário, o Conselho Internacional de Sítios e Monumentos – um órgão consultivo de especialistas da UNESCO 0 assinalou que a proposta palestina em épocas do domínio muçulmano na cidade, com pouca atenção a conexão histórica judaica com Hebron e a Tumba dos Patriarcas. ICOMOS não apoiou a proposta palestina.

A decisão do Comitê de Patrimônio da Humanidade é outro exemplo que mancha a UNESCO e apropria-se da história judaica. Utilizar a comunidade internacional e as suas instituições para ajudar aos palestinos em sua promoção de uma narrativa falsa é um terrível desperdício de tempo e dinheiro, e é mais uma prova dos esforços mundiais por deslegitimar Israel.

O flagrante desprezo da UNESCO pela história do povo judeu deve terminar se a organização deseja ter alguma relevância na preservação das áreas culturais e históricas no futuro, termina o comunicado da B’nai B’rith Internacional.

A recente votação não considerou o parecer do ICOMOS, nem mesmo o da diretora da própria UNESCO ou do secretário-geral da ONU. A B’nai B’rith Brasil condena de forma contundente esta nova Resolução da UNESCO.

Abraham Goldstein
Presidente nacional

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