Venha debater com Carlos Brickman: Cenário Atual e Perspectivas do Brasil


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CARLOS BRICKMANN

 

De 1963 até hoje, para usar uma frase clássica de Octavio Frias de Oliveira, vi tudo acontecer, e ao contrário também. Vi a Marcha da Família e, aos 19 anos de idade, editei o material na Folha de S.Paulo; vejo agora as manifestações antigovernamentais e escrevo sobre elas em diversos jornais, em colunas assinadas. Vi, em 64 e 2015, o mesmo tipo de reação de desprezo dos alvos das manifestações, sempre procurando rotulá-las como classistas e elitistas. Uma reportagem minha, no Jornal da Tarde, com o chanceler Magalhães Pinto, revelou ao país o esforço brasileiro para a obtenção de uma bomba atômica (esforço que redundaria, anos depois, na sinistra aliança da ditadura militar brasileira com o Iraque de Saddam Hussein). Fui o repórter que mais assinou reportagens sobre a Campanha das Diretas, na Folha – inclusive a primeira delas, o comício de Curitiba; estava em Brasília no dia da eleição de Tancredo Neves; acompanhei Tancredo em sua viagem pelo mundo, antes da posse que, tragicamente, não houve.

Fui testemunha, como jornalista, de quatro dos cinco campeonatos do mundo ganhos pelo Brasil; infelizmente, o único que cobri, a Copa do México, em 1986, não nos deu o título, apesar de termos uma grande seleção. Cobri a morte de Perón na Argentina, a queda de Salvador Allende no Chile, o fim da democracia no Uruguai, em sucessivos golpes militares. |

Entrevistei para o Jornal da Tarde o presidente da Bolívia, Hugo Banzer, logo após ter tomado o poder com a deposição do general Juan José Torres.

Participei das equipes que ganharam quatro Prêmios Esso, no Jornal da Tarde; chefiei as equipes que ganharam quatro prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte com os programas Jornal Bandeirantes e Encontro com a Imprensa, na Rede Bandeirantes. Era diretor de Telejornalismo na Rede Bandeirantes quando, numa iniciativa extremamente corajosa da empresa, enviamos nosso grande jornalista Roberto d’Ávila para entrevistar os exilados Luiz Carlos Prestes e Leonel Brizola, para o programa Encontro com a Imprensa.  Neste período, trabalhei na Folha de S.Paulo por três vezes, como redator, repórter especial, editor de Internacional, editor de Economia, editor-responsável da Folha da Tarde e editor-chefe da Folha da Tarde. Por duas vezes, estive no Jornal da Tarde, do qual fui um dos quatro fundadores; fui editor e secretário de Redação da revista Visão; diretor de Jornalismo da Sucursal paulista da Bloch Editores. Escrevo semanalmente para o Observatório da Imprensa, portal dirigido a profissionais de Comunicação.

Em TV, fui diretor de Telejornalismo da Rede Bandeirantes, editor do Repórter Esso, na Record, apresentador da Janela do Brickmann, na Gazeta, participante dos programas de Maria Lydia, na Gazeta, e Bandeirantes Acontece, na Bandeirantes. Trabalhei como redator em dois programas da Rede Globo: o Domingão do Faustão e o Programa Chico Anysio.

Na área de Comunicação Empresarial e Política, trabalhei em campanhas do PDS, PSDB, PTB, comandei a comunicação em duas eleições vitoriosas na Fiesp, atendo a um grupo de clientes empresariais que, por questão de sigilo comercial, não devo nomear. Nosso escritório, Brickmann & Associados Comunicação, vive neste ambiente altamente competitivo há 27 anos.

E, nestes 52 anos e pouco, posso dizer que pouco trabalhei. Sempre fiz aquilo de que gostava.

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