Yom Háshoá: “Neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima”

Yom háSHOÁ vehaGvurá – 27 de Nissan 5775

15/16 de Abril de 2015-12º. dia dO OMER

O Dia de Recordação do Holocausto e do Heroísmo é celebrado do anoitecer de 15 de abril ao entardecer de 16 de abril.

Para os judeus do mundo inteiro este dia é de especial significado. As sirenes em Israel ressoam e tudo para por alguns minutos. Nas comunidades judaicas da Diáspora acedemos uma vela em memória sagrada e símbolo de nosso luto.

Fazem apenas 70 nos do fim da Segunda Guerra Mundial e do fim das trágicas atrocidades nos campos de extermínio na Europa, planejados e executados pelo regime nazifascista.

Esta tragédia que se abateu sobre o judaísmo europeu e que se estendeu ao Oriente assumiu contornos e proporções inimagináveis para a mente humana. As nossas vitimas que somaram seis milhões de seres humanos são hoje homenageados através de monumentos e museus, em muitos países. Uma digna homenagem é a do Yad Vashem de Jerusalém, um centro de memória, de estudos e pesquisas, de divulgação através de livros e cursos.

Uma pergunta continua, como foi possível tudo isto? Seminários de história, com ênfase na democracia e cidadania, como os promovidos pela B’nai Brith do Brasil ajudam ao professorado a esclarecer seus alunos sobre estes acontecimentos.

“O Diretor do Centro Mundial da B’nai Brith em Jerusalém, Allan Schneider, que tive o prazer de conhecer pessoalmente, lançou com o apoio ao Yad Vashem, um programa para contar as histórias de judeus que resgataram outros judeus durante o Holocausto, colocando suas vidas em risco duplamente”. “Estas histórias representam a mais sublime realização dos princípios judaicos — ‘Cada judeu é responsável pelo outro’, ‘Você não deve ficar de braços cruzados ao ver o sangue de seu vizinho”, diz Schneider.

Ou seja, somos responsáveis uns pelos outros. Princípio este respeitado em Israel, um estado pleno de dignidade, democracia. Onde o valor da vida é reconhecido, em meio a um Oriente Médio cada vez mais conturbado e radical.

Podemos dizer: “Am Israel Chai” – “O Povo de Israel Vive”. Hitler e seus asseclas não conseguiram seu intento: os judeus e o judaísmo persistem.

Sem dúvida, preocupados com os níveis assumidos pelo antissemitismo, em especial na Europa, similares ao do período que antecedeu à Segunda Guerra Mundial.

Diz Elie Wiesel: “Eu jurei nunca ficar em silêncio onde seres humanos estiverem passando por sofrimento e humilhações. Devemos sempre tomar partido. Neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o atormentado.” (Nobel da Paz em 1986, foi perseguido pelo regime nazista).

Ernesto Strauss – Diretor Cultural da B’nai B’rith do Brasil

 

Celebrações do Yad Vashem e material em espanhol

O Yad Vashem, de Jerusalém escolheu como tema para os eventos de 2015, a dor da libertação e o regresso à vida: 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.

E está disponibilizando amplo material, com depoimentos legendados em espanhol: www.yadvashem.org

 

Inimigo Judeu: novo livro sobre a propaganda nazista

Novo livro fala sobre a retórica e as teorias que embasaram a campanha movida pelos nazistas contra os judeus. A obra de Jeffrey Herf mostra a propaganda nazista, onde a verdade era a vontade do ditador. O autor rebate cada argumento usado por Hitler sobre o poder dos judeus e o perigo que representavam, fazendo cair um a um todos os motivos que foram usados para “justificar” o genocídio. Como diz Marcos Guterman em sua análise em O Estado de São Paulo, com isso Herf presta um grande serviço para entender as estratégias do negacionismo.

link:  www.cultura.estadao.com.br

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