Semana do Apartheid?

De 4 a 8 de março, sob a bandeira da “Semana do Apartheid de Israel,” milhares de pessoas ao redor do mundo participarão de comícios, protestos, exibição de filmes e palestras – todos destinados a estabelecer um paralelo entre Israel e a época do apartheid na África do Sul.

Como poderia a palavra “apartheid”, que descreve um sistema perverso de segregação institucionalizada, discriminação e dominação baseada em raça, ser eventualmente aplicada a Israel, a solitária democracia do Oriente Médio? Os organizadores da Semana do Apartheid de Israel erroneamente usam a alegação de que o tratamento dado aos árabes na sociedade israelense seria similar ao  dos negros sul-africanos durante o apartheid.

É uma acusação absurda. Em Israel, por outro lado, tanto os cidadãos judeus quanto os árabes têm proteção igual perante a lei, gozam de liberdade de religião e de expressão, e tem pleno direito de voto. Existem atualmente 12 deputados árabes-israelenses no parlamento de Israel, o Knesset.   

Benjamin Pogrund, um sul-africano judeu vivendo agora em Israel, que viu de perto a opressão e a miséria causada pelo apartheid em seu país natal, explicou o absurdo da acusação: “Dois anos atrás eu passei por uma grande cirurgia em um hospital de Jerusalém”. Eu escrevi que o cirurgião era judeu, o anestesista era árabe, os médicos e enfermeiros que cuidaram de mim eram judeus e árabes. Judeus e árabes compartilham refeições em restaurantes, viajam nos mesmos trens, ônibus e táxis, e visitam casas uns dos outros. Poderia alguma coisa assim ter acontecido sob o apartheid? Claro que não”.

Infelizmente, a verdade, e exemplos da vida real, como o de Pogrund, nada significam para os organizadores desta Semana. Qualquer um que promove a ideia de Israel como um “Estado de apartheid” é ignorante ou tão cego pelo ódio intenso que a verdade não tem qualquer significado para ele.

Há, evidentemente, opressão real no mundo. Na Síria, as forças do ditador Bashar Assad assassinaram dezenas de milhares de pessoas em uma brutal guerra civil. O governo radical islâmico do Irã oprime brutalmente o povo iraniano. Na Arábia Saudita, não existe algo como liberdade de religião, liberdade de expressão, liberdade de reunião, ou igualdade para as mulheres. E a lista poderia continuar.

E, no entanto, os manifestantes concentram sua indignação em relação a Israel. Assim, revelam seus verdadeiros motivos – não buscam justiça para os palestinos ou promover a paz, e sim difamar o Estado judeu. Aqueles que usam essas táticas desleais revelam muito sobre seus próprios ódios e preconceitos – e nada sobre Israel.

 

Rabbi Yechiel Eckstein

Stand for Israel – fundador e presidente

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