Patriota: ”Lamentamos que conflito sirva para fomentar o antissemitismo”

A Assembleia Geral da ONU abriu em 22 de janeiro uma sessão especial para tratar do aumento do antissemitismo no mundo. Esta é a primeira vez na história que a instituição aborda o tema, 40 anos depois de ter equiparado sionismo e racismo.

O representante do Brasil junto às Nações Unidas, embaixador Antonio Patriota, participou do debate. Em seu pronunciamento, ele recordou a longa história de diálogo e harmonia entre distintas religiões, culturas e comunidades, inclusive a judaica, na sociedade brasileira. Mencionou que os judeus estão em terras brasileiras desde o século 16.

O embaixador fez referência ao seminário intitulado ‘Lado a lado – a construção da paz no Oriente Médio: um papel para as diásporas’, realizado pelo Itamaraty em 2012, com base “na nossa experiência de coexistência pacífica entre judeus e palestinos no Brasil”. A Conib participou deste encontro.

Patriota afirmou ser lamentável que conflitos internacionais sejam instrumentalizados para promover o antissemitismo, a islamofobia e outras formas de intolerância, e ressaltou que uma paz justa e duradoura no Oriente Médio será um forte incentivo para enfrentar a discriminação religiosa.

Ele disse que Portugal e Espanha – que aprovaram ou estão a caminho de aprovar leis de concessão de cidadania aos descendentes dos judeus expulsos no final do século 15-, devem servir de inspiração: “Espero que, com a ajuda da ONU, não necessitemos de tanto tempo para reverter práticas discriminatórias”.

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