Organizações querem que Europa impeça venda de tecnologia usada por países para reprimir ativistas

Nabeel Rajab, presidente do Centro Bahrein para os Direitos Humanos, está preso desde que manifestações pró-democracia começaram no Bahrein há dois anos. O vice-presidente do centro, Said Yousif al-Muhafdha, também foi preso em várias ocasiões.

Muhafdha continua lutando pelos direitos humanos muito embora o governo do Bahrein tenha apertado o cerco contra qualquer oposição, intensificando também a vigilância eletrônica. “Não importa como eu me comunique, eles sabem”, disse Muhafdha numa entrevista. “O regime tem equipamentos de vigilância eletrônica sofisticados que permitem espionar tudo o que fazemos pelas mídias sociais, e-mail e telefone.”

Numa tentativa de impedir que empresas europeias vendam esse tipo de equipamento para o Bahrein, o Centro Bahrein para os Direitos Humanos, a Repórteres Sem Fronteiras e outras organizações não-governamentais entraram em ação este mês, com uma queixa contra duas empresas na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que representa as economias desenvolvidas.

A OCDE tem orientações para a “conduta empresarial responsável”, incluindo os direitos humanos. Seus escritórios tentam incentivar as empresas a observar as normas e encorajar os indivíduos ou organizações a reclamar sobre práticas empresariais questionáveis. Mas ativistas de direitos humanos dizem que estas normas são ineficazes porque são voluntárias e porque a OCDE não acredita em citar nomes e criar constrangimento. Eles e os  parlamentares argumentam que os governos europeus deveriam enrijecer sua lei de exportação de equipamentos altamente sensíveis que podem ser adaptados para um uso dúbio, o que significa propósitos civis e militares.

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