O que aprendemos com Purim?

13-14 de Adar II 5774 15-16 de Março de 2014

Purim é uma palavra persa que significa sorteio. Ou seja, a sorte pode mudar.

Haman, o primeiro-ministro do rei Ahasverus, da Pérsia, sentindo-se preterido, determinou a destruição do povo judeu. Parece que depois de tantos anos, a história se repete, com dirigentes do Irã perseguindo Israel e o povo judeu.

Acontece que houve uma reviravolta e a situação se tornou favorável ao nosso povo. Avisada por seu tio Mordechai, depois de ouvir a triste noticia, a Rainha Ester marcar um encontro com o rei Ahasverus relatando que ela e seu povo seriam vítimas do malvado Haman. Soube com inteligência dar outro rumo ao destino de seu povo, com uma retumbante vitória, levando a morte de Haman.

Toda a história é relatada na Meguilá de Ester – um pergaminho, sempre lindamente ilustrado, lido anualmente em Purim em todas as sinagogas do mundo.

Assim este dia ficou marcado por alegria e festejos com as crianças fantasiadas, tocando reco-reco, doces e bandeirinhas.

Perguntamo-nos quais são as lições que podem e devem ser aproveitadas. Nunca julgue uma situação no momento da raiva, ou apenas por um único motivo, seja proveniente de dirigentes momentâneos ou de simples de seres humanos, contra o seu próximo. Todos somos igualmente filhos de um só D’s.

Quantas vezes durante a história. nosso povo foi vitima deste tipo de situação. Seja pela inveja ou desafetos, pelo antissemitismo arraigado e tão perigoso por sua intolerância. Ou seja, pelas desmedidas situações, com segundas intenções, presenciadas no momento da insatisfação dos árabes em redor de Israel.Países que brilham pela desordem social, mas que se pautam pelo desejo injustificado de conquista.

Mas, embora atentos, festejemos o que nos é permitido neste dia.

Em Shalom, um bom e alegre Purim em família. Que a união seja a nossa força de resistência para sempre, por mais difícil que pareça.

Chag Sameach

Ernesto Strauss – diretor cultural da B’nai Brith Brasil

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