O Holocausto, o genocídio e o respeito

A cada ano, quando o mês de Novembro se aproxima  nos traz à memória os trágicos acontecimentos com que se defrontaram os Judeus, e que resultaram em  seis milhões de vitimas de nosso povo.

Como foi possível que uma população culturalmente  tão avançada  aceitasse a liderança  antissemita nazista e  tamanho ódio e criatividade destrutiva?. Não só na Alemanha, mas praticamente em toda a Europa. Aqueles homens e mulheres esqueceram que se tratava de seres humanos igual a eles, qualificando-os como inferiores,  não humanos.

Não que o antissemitismo e o ódio racial a uma minoria como a judaica fossem  novidade na Europa. Durante as ultimas gerações especialmente na Polônia e Rússia houve muita perseguição aos judeus (os pogroms),  com desapropriação e ódio.

O que mais é estranho para min nos dias de hoje? Após um curto período de tranqüilidade, novamente ressurge na mente o comportamento de um novo o antissemitismo marcante como anti-sionismo ou ante- Israel ismo, tudo igual. Parece que o ser humano precisa de ódio para se destacar.

Esquecem as lutas como a da Síria, do Iraque, do Sudão e a nova ameaça do Irã, atraindo poderes atômicos de aniquilação.  Sem falar do ISIS, o grupo de fanáticos que ataca os chamados infiéis muçulmanos e cristões.

O que se apreendeu desde então? NADA! Infelizmente,  NADA, a não ser um comportamento bárbaro e não de cultura de paz.

Assim,  a única coisa que podemos fazer sempre é o que Elie Wiesel (famoso sobrevivente ) e o Yad Vashem de Israel,  dizem:

“Behind every person is a name, to be honored and her history”.

“Atrás de cada Homem há uma respeitável historia”.   “Jamais esquecer.”

Eu tinha 12 anos naquela época  e me lembro do cheiro de queimado no ar naquele dia. Logo soubemos que a sinagoga onde rezamos tinha sido incendiada e os homens judeus foram arrancados de suas casas e presos. Foram dias emocionantes e terríveis. Depois de um mês preso no campo de concentração de Buchenwald, meu  pai foi libertado devido a ter lutado pela Alemanha como oficial sanitário na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e em estado lastimável teve de ser despachado para Londres de trem, onde tinha um irmão, pois devia abandonar a cidade em 24 horas.  Outro irmão estava no Brasil, então conseguimos vistos e viemos para esta terra abençoada.

Jamais esquecer a barbárie o que o ser humano é capaz de praticar contra seus semelhantes e fazer o que estiver ao nosso alcance pelo respeito à dignidade

de todos, os que se foram e os que aqui estão. Isto é ser B’nai B’rith.

Ernesto Strauss – Diretor Cultural da B’nai B’rith do Brasil

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