Museu do Amanhã recebe Exposição sobre o Holocausto

Foi aberta dia 25, terça-feira, a exposição Holocausto – Trevas e Luz, no Museu do Amanhã, zona portuária do Rio. A mostra, fruto da parceria com o Museu do Holocausto de Curitiba, apresenta imagens da época, reprodução de cenários e até um modelo original do uniforme usado por um dos prisioneiros nos campos de concentração.

Também estão expostos desenhos de alunos da rede municipal que transmitem mensagens como alerta para a importância da convivência pacífica e com o respeito às diferenças.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), Participou da abertura, acompanhado pela secretária de Cultura Nilcemar Nogueira, cônsul honorário de Israel, Osias Wurman; do presidente da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro, Herry Rosenberg e do diretor executivo da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, entre outros.
Crivela falou sobre a importância de lembrar o massacre.

— O Massacre de 6 milhões de pessoas é uma coisa que precisa ser relembrada. Eu queria convidar meninos e meninas da rede pública, os nossos jovens e as famílias do Rio para que pudessem conhecer o que foi essa tragédia. Nós vivemos no Rio de Janeiro hoje uma violência anômala, mas eu tenho certeza que, assim como a mais abjeta das vilanias foi derrotada pelo mundo, que se reergueu para construir a paz, o Rio também vai reencontrar o caminho da paz.

Para a secretária Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Teresa Bergher, “A humanidade precisa refletir sobre a importância da cultura da paz. Mas infelizmente não é o que vemos. Sete décadas se passaram e o mundo continua produzindo órfãos. Nesse cenário, esta exposição tem um significado especial: manter viva a memória de um período de trevas da humanidade que não pode se repetir”.

Já a secretária Municipal de Cultura Nilcemar Nogueira disse que a exposição reforça a importância de se combater qualquer forma de intolerância no país.

— Nenhuma história deve ser esquecida. Nenhuma dor silenciada. A exposição faz uma ode, passando pela dor, contra a intolerância, o racismo e a desumanidade. Convido a todos a visitar este trabalho fundamental e, a partir dele, refletir profundamente sobre aquilo que nos toca.

Alfredo Tolmasquim, diretor de conteúdo do museu, disse que atitudes como racismo e intolerância ainda são presentes na história humana, mas diz esperar que a mostra ajude a pensar o presente.

— Revisitar o fato histórico por meio desta mostra é uma forma de rever o passado e pensar sobre o presente, e assim escolher conscientemente o amanhã que desejamos. Nesse triste período da história prevaleceram as piores características humanas, como o ódio, a intolerância, o racismo e o preconceito. Apesar das mudanças e evoluções entre as relações humanas, continuamos repetindo essas atitudes, inclusive no Brasil. Esperamos que a escuridão do Holocausto sirva como um farol para iluminar o futuro da humanidade.

A mostra vai até 15 de outubro de 2017. Informações: Telefone: 3812-1800. www.museudoamanha.org.br
R7/Alef

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