Perdemos Alberto Caó, que tornou racismo crime inafiançável.

Alberto Caó de Oliveira faleceu aos 76 anos no Rio de Janeiro no último domingo deixando um legado da inestimável para a população brasileira.

Jornalista, advogado, foi como deputado federal (PDT) que se notabilizou.

É autor da Lei 7.437/1985, que mudou o texto da Lei Afonso Arinos, de 1951, tornando contravenção penal o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil. Ficou conhecida como Lei Caó.

Como deputado constituinte, ele também foi responsável pela inclusão na Constituição Federal de 1988 do inciso ao artigo 5º que tornou racismo crime inafiançável e imprescritível. Depois, ainda foi autor da Lei 7.716/89, que regulamentou o texto constitucional determinando prisão para o crime de preconceito e discriminação racial no país.

Em nota, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, lamentou a morte de Caó. “Hoje um grande líder se foi, mas seus ensinamentos e legado ficam, mostrando que é possível conquistar um país mais justo e igualitário. A história do Dr. Caó representa a luta do povo negro brasileiro e a recompensa por enfrentarmos o racismo e labutarmos para alcançar os espaços que são nossos por direito”.

Militante do movimento negro, foi também líder estudantil e sindical.

Como jornalista atuou nas áreas de política e economia, nas redações do Diário Carioca, da Tribuna da Imprensa, de O Jornal, do Jornal do Comércio, da TV Tupi, do Jornal do Brasil e Revista Veja.

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