Lei sobre serviço militar para Ultra-Ortdoxos pode derrubar governo de Israel

Um prazo de duas semanas foi fixado para chegar a um acordo.

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ameaçou seus parceiros de coalizão de convocar eleições antecipadas se não for alcançado um acordo na crise sobre a legislação sobre o serviço militar obrigatório para os judeus ultra-ortodoxos.

Os ultra-ortodoxos, e os partidos que os representam e que compõem a coalizão governista, exigem uma reforma da legislação de recrutamento que garanta que boa parte de seus eleitores do sexo masculino estejam isentos do serviço militar, o que em Israel dura três anos para os homens e dois para as mulheres.

“A aprovação de uma reforma da lei de recrutamento foi a base do acordo de coalizão do governo”, disse o vice-ministro da Saúde Yaakov Litzman, líder do partido Judaísmo Unido da Torá ( Hátara), que reúne asquenazim ultra-ortodoxos.

“Não queremos eleições, mas não vamos ceder à questão essencial de salvaguardar o status dos estudantes de yeshiva (escola religiosa judaica) para quem a Torá é seu trabalho”, disse Litzman, que ameaçou renunciar se a lei for mantida em sua versão atual.

Netanyahu reuniu-se hoje com vários dos principais membros da coalizão do governo (composta por seu partido Likud, mais duas formações nacionalistas, um partido de centro e dois ultra-ortodoxos), e um prazo de duas semanas foi fixado para chegar a um acordo, informou o diário Yediot Aharonot.

Lembramos que esta é uma questão complexa, pois atendeu também uma demanda da sociedade israelense cujos filhos cumprem o serviço militar, arriscam suas vidas pelo Estado de Israel e não consideram justo que uma parcela da população seja isenta desta obrigação. No entanto, não é de hoje que as coalizões governamentais dependem do de partidos representantes desta população.
Assim, o jornal conclui informando ser possível a crise insolúvel gerar eleições nos primeiros quatro meses de 2019.

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