Israel quer substituir combustíveis fósseis por árvores transgênicas que geram energia

Stanley Hirsch pensa grande: graças à Arabidopsis, algum dia “todas as energias fósseis” poderão ser substituídas pelo procedimento desenvolvido pela FuturaGene, a empresa de biotecnologia da qual ele é diretor-geral. Seus escritórios ficam em Park Tamar, reduto high-tech de Rehovot, cidade ao sul de Tel-Aviv, que concentra empresas de alta tecnologia.

A Arabidopsis é uma planta da família das Brassicaceae, que contém um gene de propriedades revolucionárias que permite modificar a estrutura celular das plantas para incrementar seu crescimento. Ao introduzir esse gene em eucaliptos e álamos, é possível obter espécimes que crescem 40% mais rápido e que atingem um tamanho nitidamente superior.

Mas qual seria o interesse de tal manipulação genética? Mercados consideráveis para a comercialização de polpa de celulose, biocombustíveis e pellets de madeira, que alimentam tanto usinas elétricas quanto frigideiras domésticas. Stanly Hirsch espera que a tecnologia desenvolvida pela FuturaGene “gere muitos benefícios”.

Antes que essa  mina de ouro vire realidade, há obstáculos que devem ser superados:  um deles é a obtenção de uma autorização das autoridades para uma exploração comercial em grande escala. Hirsch espera obtê-la do governo brasileiro nos próximos meses. Por que o Brasil? A FuturaGene possui ali plantações de milhares de eucaliptos (bem como na China e em Israel), e testes com árvores geneticamente modificadas vêm sendo efetuados ali há cerca de dez anos.

Além disso, sua empresa foi comprada em julho de 2010 pelo grupo brasileiro Suzano Papel e Celulose, segundo maior produtor mundial de polpa de eucalipto e um dos principais fornecedores mundiais de pellets de madeira. De acordo com Stanley Hirsch, os eucaliptos transgênicos não apresentam nenhum perigo ao meio ambiente. Ele minimiza as críticas das organizações ambientais, que se preocupam principalmente com as florestas naturais. “Não temos impacto sobre o solo, a flora e a fauna, uma vez que a cultura do eucalipto transgênico não é invasiva. De qualquer forma, nós trabalhamos em estreita colaboração com os governos e as autoridades sanitárias”, garante Hirsch.

No entanto, os ambientalistas se preocupam com os riscos de uma tecnologia como essa aplicada sobre milhares de hectares: desertificação dos solos, diminuição da biodiversidade e das reservas de água.

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