Há 100 anos, Declaração Balfour recolocou o nome “Palestina” no mapa político. E os palestinos eram os judeus…

O nome da região em que seria estabelecido o Lar Nacional do povo judeu foi definido oficialmente pelos britânicos, na Declaração Balfour, de 2 de novembro de 1917, como Palestina. Para a BBC, o documento “foi a primeira declaração significativa de uma potência mundial a favor de um Lar Nacional judaico”. Há exatos 100 anos, o ministro das Relações Exteriores britânico, Lord Arthur Balfour, escreveu ao barão Walter Rothschild, um dos principais líderes da comunidade judaica britânica, uma carta, em que afirmava:

“Caro Lord Rothschild,

Tenho o prazer de endereçar a V.S., em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia quanto às aspirações sionistas, declaração submetida ao gabinete e pelo mesmo aprovada.

O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu e empregará todos os seus esforços no sentido de facilitar a realização desse objetivo, entendendo-se claramente que nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não judaicas existentes na Palestina, nem contra os direitos e o estatuto político de que gozam os judeus em qualquer outro país.

Desde já, declaro-me extremamente grato a V.S. pela gentileza de encaminhar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista”.

A carta ficou conhecida como a Declaração Balfour.

Abba Eban, chanceler israelense nas décadas de 1960-70 e que teve papel importante na aprovação da Partilha da Palestina na ONU, em 1947, disse que a Declaração é um fato histórico ainda mais importante do que a Partilha…

Na visão dele, a Declaração permanecia “de forma única como a vitória diplomática decisiva na história moderna do povo judeu”. Leia mais no site da Conib.

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