Governo italiano condena antissemitismo da torcida da Lazio

O episódio de antissemitismo envolvendo torcedores da Lazio chegou ao presidente da Itália, Sergio Mattarella, que condenou a ação: “Usar a imagem de Anne Frank como sinal de insulto e ameaça, além de ser desumano, é alarmante para nosso país, que foi infectado há 80 anos pela crueldade obtusa do antissemitismo”. O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, também criticou a atitude dos torcedores da “curva sul”. “Há algumas coisas incríveis que ainda continuam acontecendo, como por exemplo, um grupo de torcedores de um clube de futebol que pensa que a história e a imagem de Anne Frank é algo que pode ser usado como brincadeira”, disse. Já o presidente da Lazio, Claudio Lotito, junto com outros dois jogadores brasileiros do clube, Wallace e Felipe Anderson, visitaram uma sinagoga em Roma.

Após Lotito colocar uma coroa de flores no local, ele voltou a condenar a atitude dos torcedores e disse que criará nas escolas da cidade uma campanha para combater o antissemitismo. A Lazio ainda confirmou que seus jogadores usarão durante aquecimento para a partida diante do Bologna nesta quarta-feira (24) uma camisa em memória a Anne Frank. Outros clubes italianos fizeram homenagens para a adolescente morta em 1945 e publicaram nas redes sociais fotos dela vestindo a própria camisa da equipe. A manifestação dos torcedores “biancocelesti” começou logo após a partida diante do Cagliari, quando foram espalhados pelo estádio diversos folhetos com a imagem de Anne Frank – a adolescente judia morta num campo de concentração nazista – com a camisa da Roma, além de frases antissemitas. O incidente aconteceu no último domingo, 20 dias após a torcida da Lazio ser punida por cânticos racistas contra atletas negros do Sassuolo durante uma partida válida pela 7ª rodada do Campeonato Italiano.

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