Governo búlgaro nega encontro com representantes do Hamas

Vessela Tcherneva,  porta-voz do Ministério búlgaro das Relações Exteriores, disse ao Jerusalém Post que “a notícia sobre a visita oficial do Hamas está errada”. 

Um porta-voz do embaixador israelense na Bulgária Shaul kamiza Raz transmitiu uma declaração para o Post do principal enviado de Israel no país dizendo que “o Hamas é reconhecido como uma organização terrorista pela União Europeia. Não pode haver ambiguidade sobre este grupo e seus propósitos. Quanto a esta recente visita à Bulgária, nós estamos atentos buscando entender as circunstâncias exatas em que ocorre, e preferimos não fazer mais comentários neste momento. ” 

Ismail al-Ashkar, líder no Parlamento do Partido Mudança e Reforma, chefiou a delegação de legisladores, composta também por Salah Bardaweel e Mushir al-Masri, porta-voz do movimento islâmico terrorista na Faixa de Gaza. 

A mídia austríaca e árabe disse que a viagem à Bulgária foi a primeira visita do Hamas a um país da União Europeia desde que os EUA designaram o grupo como terrorista em 2003. 

O porta-voz do Ministério búlgaro disse ao Post que “a Bulgária faz parte da política da UE que coloca o Hamas na lista das  organizações terroristas, ” e que a Bulgária mantém relações diplomáticas com a Autoridade Palestina em Ramallah e Embaixada da OLP, em Sofia. Segundo o Ministério “não há uma visita oficial ou reuniões oficiais entre as representações diplomáticas da Bulgária e da Palestina. Os representantes do Hamas estariam em nosso país em uma iniciativa privada.” 

O jornal descobriu que o programa dos membros do Hamas incluía encontros  com o partido radical extremista de direita e o Partido Socialista de esquerda liderado pelo ex-primeiro-ministro búlgaro Sergei Stanishev.

Críticos atacam a Bulgária por  atiçar ideologias xenófobas, antissemitas e racistas. E acusam o Centro de Estudos Globais e do Oriente Médio, e seu diretor Muhammad Abu Assi, que convidou os visitantes, por realizar atividades pró-Hezbollah e usar inflamada retórica anti-Israel. Bali Salomão, da B´nai B´rith em Sofia, disse ao Post que o centro e seu gerente estão servindo como “representantes oficiais do Hezbollah” na Bulgária. 

Durante uma entrevista com a Agência de Notícias FOCUS no final de dezembro de 2008, Assi afirmou que Israel estava criando um Holocausto na Faixa de Gaza. 

O Centro enviou jornalistas búlgaros da TV Estação 7 a Beirute para transmitir entrevistas contra Israel, via Al-Manar, a rede de TV controlada pelo Hezbollah. A França proibiu recepção da Al-Manar, por sua programação ser contrária aos valores franceses e promover o antissemitismo. Alemanha proibiu a recepção de Al-Manar em hotéis. 

O centro promove um painel de discussão nesta sexta-feira com os representantes do Hamas para cobrir a perspectiva palestina sobre o conflito entre Israel e os palestinos. 

A visita do Hamas vem na esteira da declaração sobre o ataque terrorista de julho em Burgas, que resultou na morte de cinco israelenses e um cidadão búlgaro, do governo da Bulgária atribuindo o ataque terrorista ao Hezbollah.

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