Dia Internacional de Memória às Vítimas do Holocausto “das Nações Unidas para o mundo livre”

Estamos novamente diante da Memória do Holocausto, sob o lema: “Jamais esquecer”, com cerimônia da comunidade brasileira marcada para o próximo dia 28 de janeiro na Congregação Israelita Paulista – CIP.

27 de Janeiro é a data designada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a ser celebrada com homenagens por todo o mundo e com a recomendação aos países de ensinar a história do Holocausto, como alerta às futuras gerações.

Lendo o livro de Dan Brown “Origem” que tem como base “De onde viemos, para onde vamos”, lembrei-me da historia recente de nossa vivencia neste mundo.
Parece-me fazer sentido uma retrospectiva destes anos.

“De onde viemos”

Do fim do século 19 ao 20 tivemos uma grande e positiva contribuição judaica na Europa, com muitas “oportunidades”, não excluindo o antissemitismo e pogroms na Polônia e Rússia.

Veio a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, com a derrota da Alemanha, seguindo-se a débâcle econômica desastrosa para a Europa e Estados Unidos. E na sequencia, a ascensão da ditadura nazifascista.

A ideologia perversa levou à perseguição às minorias, com um foco especial à população judaica europeia dizimada aos milhões com a instalação de uma indústria da morte de inocentes. Um verdadeiro canibalismo humano.

Alguns poucos judeus conseguiram a liberdade por sua contribuição na luta pela Alemanha na Primeira Guerra Mundial, Foi o que ocorreu com a minha família. E para encontrar quem pudesse nos auxiliar? Somos gratos ao Brasil, embora o país pudesse ter recebido muito mais judeus.

Seguiu-se a Segunda Guerra mundial, com um sonho da Alemanha de conquistar o mundo, causando mais de 50 milhões de mortes. E, finalmente, a derrota da Alemanha.

“Para onde vamos?”

Surgem novas ameaças mundiais de fanatismo, como as nucleares. Assim é o progresso, com todas as conquistas cientificas que nem sempre foram ou serão benéficas.

A criação do Estado de Israel mostrou ao mundo uma verdadeira Democracia no Oriente Médio, embora fortalecesse a inveja de muitas nações, com novas ondas de ódio e antissemitismo contra os judeus. Mas, graças também ao apoio das comunidades judaicas mundo afora e a forte proteção dos Estados Unidos prosperou.

Sejamos abençoados com a continuidade pacifica neste mundo estranho.

“Am Israel Chai”. Viva o povo de Israel.
Ernesto Strauss – Diretor Cultural da B’nai B’rith do Brasil

Veja também

Ciganos usam centro contra preconceito

“Quando eu era uma criança vendendo cartões-postais a turistas, não pensava que escreveria um livro. …