Conib condena a repetida utilização do Holocausto para fins políticos

A Conib, mais uma vez, repudia a comparação da situação política brasileira com a perseguição sofrida pelos judeus sob o nazismo. Desta vez, pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Em sua página no Facebook, o senador postou duas fotos. A primeira mostra a conhecida inscrição no portão do campo de extermínio de Auschwitz, “O trabalho liberta”. A segunda, um outdoor em Campo Grande (MS), com a inscrição “Não pense em crise, trabalhe!”, frase mencionada pelo presidente em exercício, Michel Temer, em seu pronunciamento de 12 de maio. A sugestão é que Temer tenha se inspirado na inscrição da primeira foto. O campo de Auschwitz foi a maior máquina de extermínio da história da humanidade. Lá foram assassinados 1,1 milhão de judeus, 70 mil poloneses, 25 mil ciganos e 15 mil prisioneiros de guerra, entre os quais presos políticos e homossexuais. A inscrição cínica e cruel em sua entrada representa um dos pontos mais baixos a que um regime político pode chegar, quando é guiado pelo preconceito e intolerância. Esse contexto não se assemelha em nada ao atual cenário brasileiro. A tentativa de comparar o Holocausto com nossas questões políticas não apenas minimiza e banaliza o mal incomensurável perpetrado pelos nazistas, como também desrespeita profundamente a memória das vítimas e os sobreviventes dessa tragédia.

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