Conheça as diferenças entre xiitas, alauitas e sunitas

O ataque de um carro-bomba ocorrido sexta-feira (19) no centro de Beirute acirrou uma vez mais as tensões sectárias existentes no Líbano entre muçulmanos sunitas, xiitas e alauitas, além de cristãos. Nesta segunda, ao menos sete morreram em confrontos entre as facções.

 

Sunitas e xiitas têm origens que remontam ao século 7 da era cristã. O primeiro grupo é reconhecidamente maior e no início do século 21, estima-se que 900 milhões de muçulmanos se reconheçam como sunitas.

 

O segundo, embora minoritário, tem grande influência em países como Irã, Iraque e, possivelmente, o Iêmen. Um terceiro grupo, a dos alauitas, deriva dos xiitas, mas se considera uma variação mais moderada do ramo. Se, originalmente, as ramificações tiveram motivação política, ao longo do tempo elas se tornaram cada vez mais doutrinárias.

 

O ponto de partida é o fato de que o profeta Maomé, figura máxima da religião muçulmana, não deixou herdeiros diretos. Sendo considerado insubstituível, nenhum dos líderes religiosos subsequentes conseguiu agregar legitimidade suficiente para unificar todos os fiéis. Após a morte do profeta, no ano de 632, e sem que quaisquer de seus filhos tenha sobrevivido à idade adulta, quatro califas se sucederam na liderança do califado (regime extinto do império islâmico).

 

O ramo sunita é considerado o mais tradicionalista do ponto de vista religioso e reconhece os primeiros quatro califas como os sucessores de Maomé. Os xiitas, por contraste, reconhecem a legitimidade somente do quarto califa, Ali ibn Abi´alib, primo e confidente de Maomé.

 

A predominância dos sunitas nas dinastias posteriores do império islâmico levou os xiitas a se identificarem permanentemente como oposição ao poder estabelecido, também fixando posição minoritária na comunidade muçulmana.

 

Os alauitas têm origem no ano de 850. Sua doutrina básica parte da deificação de Ali (o quarto califa). Têm forte presença na Síria e são conhecidos por celebrar um calendário de feriados religiosos que mistura datas muçulmanas e cristãs.

Fonte: Folha de São Paulo

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