Causa AMIA, a DAIA busca esclarecimentos legais sobre memorando com o Irã

A DAIA, braço político da comunidade judaica argentina, apresenta formalmente um pedido de esclarecimento a uma equipe consultiva formada por Luis Moreno Ocampo, Sabsay Daniel e Pablo Lanusse, sobre os termos do chamado “memorando de entendimento” que a Argentina assinou com o Irã, em relação à causa que investiga o ataque à AMIA.

O pedido  será apresentado em uma coletiva de imprensa nesta noite. Sabsay, Moreno Ocampo Lanusse devem apresentar as suas opiniões sobre as implicações legais do memorando de entendimento com o Irã, e responder perguntas dos jornalistas.

Ocampo Moreno é um ex-vice-promotor no julgamento das juntas militares e ex-promotor do Tribunal Penal Internacional em Haia, Lanusse, perito criminal com conhecimento da causa, falará sobre direito penal, e Sabsay, constitucionalista renomado dará a sua visão dos fatos.

Em declarações à agência de notícias judaica, Sabsay disse na semana passada que a expectativa está focada em três peritos para oferecer uma “visão técnica” para as lideranças judaicas terem “o melhor conselho e tomarem uma decisão.” “Para mim, como primeiro ponto, eu vejo este acordo como inconstitucional, porque a lei proíbe o Executivo usurpar funções judiciais de casos pendentes”, disse o advogado.

Jorge Knoblovits, secretário-geral da DAIA, admitiu que “ninguém gosta de negociar com o Irã”, mas disse que as lideranças querem saber se a investigação iraniana é “possível”.

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