70 anos após Auschwitz há antissemitismo de SP a NT, de Paris ao Cairo

Faz 70 anos hoje que os soviéticos libertaram o campo de concentração em Auschwitz das mãos dos nazistas da Alemanha. Calcula-se que 1 milhão de judeus (e cem mil outras pessoas) foram mortos em escala industrial…. Mas, infelizmente, mesmo depois do Holocausto, o antissemitismo não acabou e os genocídios e massacres não deixaram de acontecer. Em 1945, judeus viviam em diversas áreas no mundo árabe ou islâmico. Hoje as comunidades judaicas, embora ainda presentes no persa Irã, não existem mais nas árabes de Aleppo, Damasco, Bagdá, Cairo, Beirute, Sanaa, Alexandria e Casablanca. Tente andar de kipá pelas ruas de uma grande cidade do Egito para ver o que acontece e quanto tempo demorará para ser linchado, possivelmente até a morte.  Na Turquia, onde muitos judeus foram abrigados quando fugiram da inquisição e até uma década atrás não enfrentavam problemas, há um presidente que adota cada vez mais um discurso beirando o antissemitismo. E não precisa ir para o mundo árabe. Em Estocolmo,  Paris,  Frankfurt e em diversas cidades europeias, judeus são atacados verbalmente ou mesmo fisicamente. Não achem que apenas por radicais islâmicos. O antissemitismo da extrema direita europeia, que agora também virou islamofóbica (anti-islã) e anti-estrangeira (incluindo brasileiros), é violento e continua se focando nos judeus. Basta ver o líder do grupo islamofóbico alemão Pegida fantasiado de Hitler ou do político francês Le Pen pai apoiando um comediante antissemita.

(Gustavo Chacra, Blog Estadão).

 

 

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